Queen: sempre marcado pela sombra do passado
Resenha - Cosmos Rock - Queen
Por Doctor Robert
Postado em 06 de outubro de 2008
Se um dia você fez parte de uma banda de sucesso, por bem ou por mal sua vida estará sempre marcada pela sombra desta. Principalmente se for o caso de ter sido membro da banda durante toda a sua existência. Se decidir então optar em dar continuidade à sua carreira após isso... sua vida pode se tornar um inferno devido às comparações que lhe serão eternamente feitas...
Este com certeza é o caso de Brian May e Roger Taylor, membros fundadores do Queen, contribuintes diretos do sucesso gigantesco que a banda obteve, e que decidiram há alguns anos levar adiante o nome junto ao vocalista Paul Rodgers. Se em suas carreiras solo ou em projetos paralelos as comparações já eram inevitáveis, o que dizer agora que lançaram juntos um novo trabalho?
Pois bem, para começo de conversa: a comparação não pode (e nem deve) ser feita. São duas bandas completamente distintas, com propósitos totalmente diferentes. A grandiosidade e o refinamento (alguns até diriam "soberba e exageros") presentes na obra daquela banda que cravou seu nome na história do rock nos anos 70 e 80 passam longe deste trabalho. Mesmo os timbres de guitarra de Brian (sem as famosas "orquestrações", salvo em um raro momento ou outro) e da bateria de Roger não são os mesmos. Comparar a (ainda boa) voz de Paul com a do eterno Freddie Mercury então, seria pecado mortal. O que se vê aqui é uma banda, cujos membros são verdadeiras lendas vivas, praticando um rock puro, simples e direto.
Ok, podemos sim questionar que a inspiração já não é mais a mesma, e de fato não é. O álbum como um todo não passa do que poderíamos chamar de "morno". Temos alguns bons momentos, como a bela "Small", "Time to Shine" e "Warboys". Outros são excelentes como "C-Lebrity" (na qual até da pra se arriscar um "air guitar"), mas não tem como negar que "Call Me" seja ruim e que "Voodoo" chega a dar sono de tão chatinha... Em certos momentos do CD, acaba sendo inevitável pensar em "como esta ou aquela música ficaria na voz de Freddie" ou "como as linhas de baixo e os arranjos de John Deacon fazem falta...", mas estaríamos caindo no lugar comum das comparações novamente...
O que deve ser louvado é o fato destes bons músicos estarem juntos fazendo algo sincero e honesto, sem tentar em momento algum forçar a barra para parecer que "o Queen está de volta com o vocalista do Free e do Bad Company". Se o álbum não serve (e nem deve servir) para continuar com o legado destas legendárias bandas, fica pelo menos registrado como o ponto de partida de uma nova empreitada para Paul, Roger e Brian. E fica também a torcida para que os próximos lançamentos sejam cada vez melhores...
P.S.: só para fazer um 'mea culpa'... por mais que se tente ser imparcial e evitar as comparações, conforme dito no começo do texto, estas acabam se tornando inevitáveis...
Track List:
- Cosmos Rockin'
- Time To Shine
- Still Burnin'
- Small
- Warboys
- We Believe
- Call Me
- Voodoo
- Some Things That Glitter
- C-lebrity
- Through The Night
- Say It's Not True
- Surf's Up... School's Out!
- Small reprise
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baterista da história da música pesada, segundo o Loudwire
Angus Young disse que uma banda gigante era "um Led Zeppelin de pobre"; "isso é ridículo"
Ghost se despede do Cardinal Copia/Papa Emeritus IV/Frater Imperator
5 álbuns clássicos de rock que Gastão Moreira tentou gostar - e não conseguiu
A diferença entre Bruce Dickinson e Paul Di'Anno, segundo Adrian Smith
A melhor faixa de "Powerslave", clássico do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Regis Tadeu e os cinco discos mais ridículos de heavy metal
A opinião de vocal do Depeche Mode sobre versão do Lacuna coil para "Enjoy the Silence"
Banda de guitarrista do Judas Priest anuncia segundo disco e divulga música nova
O álbum do Metallica que James Hetfield diz ainda não ter sido apreciado: "Vai ter sua hora"
Apesar dos privilégios do Slayer, Gary Holt prefere os perrengues do Exodus
Organização do Monsters of Rock divulga horários dos shows
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 80, segundo o Loudwire
O nicho em que Edu Falaschi quis entrar e se deu mal: "Quem é essa Xuxa aí?"
Quinze bandas brasileiras de Rock e Metal com mulheres na formação que merecem sua atenção
A reação de Slash, do Guns N' Roses, ao ouvir a voz de Axl Rose pela primeira vez
O significado de "Migalhas dormidas do teu pão" que Cazuza canta em "Maior Abandonado"
Gene Simmons admite que "Ace estava certo" sobre o Kiss no começo dos anos 80

As bandas que mais venderam discos no stand dentro do Rock in Rio 1985, segundo varejista
A música do Queen que Brian May diz ter sido "a mais bonita" que Freddie Mercury escreveu
"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
A ideia do Queen que Brian May não repetiria hoje; na época, parecia "inocente e divertido"
"Eu tenho a força!" Brian May (Queen) trabalhou na trilha de novo filme do He-Man
Por que as guitarras de Brian May ficaram fora do "Chinese Democracy" do Guns N' Roses
Rob Dukes, do Exodus, gosta muito de álbum clássico do Queen
Como o Queen se virou nos trinta e ganhou o jogo que o AC/DC sequer tentaria, admite Angus
10 discos de rock que saíram quase "no empurrão", e mesmo assim entraram pra história
Cinco clássicos do rock que você reconhece nos primeiros segundos e já sai cantando
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"



