Joe Granata: apenas nome de estrela

Resenha - Long Road To Hell - Joe Granata

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Maurício Dehò
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Joe Granata. Pelo nome, a primeira coisa que veio à mente foi a de um veterano guitarrista, vindo dos entornos do Delta do Mississipi e misturando um bom blues ao peso do Rock ‘N Roll. Tudo bem, a capa já desfez a primeira imagem. Nela aparece um modelo de guitarra simplesmente animal, semelhante à de Dimebag Darrell. Perfeito, então ele é tudo aquilo só que tocando ainda mais pesado? Também não. A contra-capa revela o resto.
5000 acessosSlipknot: 10 vezes em que Joey Jordison foi um verdadeiro herói5000 acessosSeparados no nascimento: Dave Mustaine e um Cocker Spaniel

Na verdade, Joe Granata é um molecão que estudou vários instrumentos na adolescência, pegou sua guitarra, seu baixo e sua voz, levantou uma grana e resolveu fazer seu primeiro álbum. Tudo isso podia dar certo nos 23 minutos em seis faixas de “A Long Road to Hell” (belo nome, novamente!). Podia, mas também havia chance de ocorrer o oposto. E foi o que, infelizmente, aconteceu.

O fato é que na volúpia de fazer um pouco de tudo em seu Metal caindo para o Thrash (ele ainda foi o produtor, ao lado de Jeff Hall), acompanhado de Aaron Martin na bateria, Joe não brilha em nada. Pelo contrário. Poucos riffs são legais – os melhores estão na “Dying Invain”, com levadas mais Thrash – e a voz, mais grave, não tem a agressividade que precisaria, apesar de ele tentar. Muito menos técnica, afinal, não basta abrir a boca e sair berrando.

A produção também é falha. O começo é sujo demais, talvez tenha sido até proposital, porém ficou exagerado e a qualidade distorcida.

Mas o principal problema é que nem as composições chegam a brilhar aos olhos. Se ao menos isso acontecesse, a execução ficaria em segundo plano. Exemplo disso é que na única faixa instrumental, “Supersonic Shred”, o máximo que ele conseguiu foi uma junção de solos. Nada que vá revolucionar o mundo das guitarras e também sem nenhuma daquelas passagens e linhas que ficam na cabeça. E isso num trabalho em que Granata se vende como um guitarrista.

Enfim, nem todos acertam, e como é bastante jovem, o americano ainda tem muito a evoluir e muito tempo para isso. Nome de estrela ele já possui...

Formação:
Joe Granata – guitarra, vocal e baixo
Aaron Martin – bateria

Track List:
1. Glorified
2. Dying Invain
3. Death Machine Ride
4. Back To Life
5. As the River Flows
6. Supersonic Shreds

Lançamento independente
http://www.joegranata.com

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Joe Granata"

SlipknotSlipknot
10 vezes em que Joey Jordison foi um verdadeiro herói

Dave MustaineDave Mustaine
A bizarra semelhança com um Cocker Spaniel

Cê tá de brincadeira?Cê tá de brincadeira?
Quando grandes nomes vacilam

5000 acessosMetal Extremo: algumas bandas que você precisa ouvir5000 acessosSimone Simons: "Rammstein me faz querer mexer a bunda"5000 acessosA História Impopular dos Rolling Stones - Livro 2 - Mick Taylor5000 acessosSlipknot: "Metalhead? Não, sou Ph.D. em Rock & Roll!"5000 acessosLamentável: CBGB vai reabrir como reduto de roquistas coxinhas5000 acessosKiss: O que Gene Simmons faria se fosse presidente?

Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

Mais matérias de Maurício Dehò no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online