Cachorro Grande: evolução sonora evidente

Resenha - Todos os Tempos - Cachorro Grande

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ricardo Seelig
Enviar Correções  

publicidade

9


"Todos os Tempos", quarto trabalho da Cachorro Grande (e segundo por uma grande gravadora), marca uma transição na carreira do grupo gaúcho. O rock selvagem, agressivo e à flor da pele, principalmente dos dois primeiros discos, agora dá lugar a um som muito mais elaborado, melódico e mais lento, mas nem por isso menos vigoroso.

Chris Cornell: jornalista foi a último show e percebeu algo errado

Ave, Satan!: As dez melhores músicas sobre o Inferno

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O que se percebe é uma evolução sonora evidente e escancarada no som de Beto Bruno, Marcelo Gross e companhia. Referências mais variadas que a trinca Beatles, Stones e Who se fazem presentes. O primeiro single, "Você Me Faz Continuar", é puro Stone Roses. A grudenta "Roda Gigante", uma das melhores faixas de "Todos os Tempos", vem carregada de influências de Brit Pop, de nomes como Primal Scream e Oasis. "Na Sua Solidão" é construída sobre uma melodia folk que nos remete a Neil Young, assim como "Quando Amanhecer", que ganha muito mais brilho com o belo som tirado do banjo de Gross.

É claro que a agressividade e o apelo dos rocks típicos da banda também bate ponto em "Todos os Tempos". "Conflitos Existenciais" poderia estar na estréia dos gaúchos. As melódicas "Sandro" e "Deixa Fudê", essa última composta e cantada pelo baixista Rodolfo Krieger, são singles em potencial, prontas para estourar. "O Que Você Tem", cantada por Gross, é outro destaque, assim como a pauleira de "O Certo e o Errado", onde Beto e Gross dividem os vocais cantando a letra que relata as frequentes brigas entre os dois. O baterista Gabriel Azambuja também canta em uma faixa, "Nada Pra Fazer", outra que mostra o quanto os caras estão ouvindo Stone Roses.

O álbum vem carregado de letras românticas, como é o caso da belíssima "Roda Gigante". O teclado de Pedro Pelotas, de novo e mais uma vez, se destaca na sonoridade da Cachorro, criando nuances e camas sonoras que acentuam ainda mais o ar setentista. Marcelo Gross explora mais possibilidades com suas guitarras, enquanto Beto Bruno tenta sair um pouco de suas linhas vocais características, como na já citada "Roda Gigante" e "Na Sua Solidão".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A Cachorro Grande amplia consideravelmente os limites de seu som em "Todos os Tempos", mostrando que ainda possui (várias) cartas na manga. Esse é, até agora, o melhor disco dos caras, sem dúvida alguma, e mostra que Beto, Marcelo, Rodolfo, Pedro e Gabriel são um caso único no rock brasileiro, fazendo um tipo de som que ninguém mais faz.

Um ótimo álbum, sem dúvida o melhor disco de rock nacional lançado em 2007.

Faixas:

1. Você Me Faz Continuar
2. Conflitos Existenciais
3. Roda Gigante
4. Sandro
5. Deixa Fudê
6. Na Sua Solidão
7. Meus Domingos Não São Mais Depressivos
8. Nunca Vai Mudar
9. Quando Amanhecer
10. O Que Você Tem
11. Nada Pra Fazer
12. O Certo e o Errado




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Cachorro Grande: A chamada geração colorida acabou com o rockCachorro Grande
"A chamada geração colorida acabou com o rock"

Rock/Metal: as poucas bandas que conseguem viver disto no BrasilRock/Metal
As poucas bandas que conseguem viver disto no Brasil


Chris Cornell: jornalista foi a último show e percebeu algo erradoChris Cornell
Jornalista foi a último show e percebeu algo errado

Ave, Satan!: As dez melhores músicas sobre o InfernoAve, Satan!
As dez melhores músicas sobre o Inferno


Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

Mais matérias de Ricardo Seelig no Whiplash.Net.

Cli336x280 CliIL Cli336x280