Paradise Lost: renovado e com força total
Resenha - In Requiem - Paradise Lost
Por Marcelo Kuri
Postado em 03 de junho de 2007
Nota: 10 ![]()
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Lembro-me perfeitamente de chegar ao Estádio do Pacaembu naquela tarde de 1995 ansioso para ver os britânicos do Paradise Lost. Muitos anos se passaram (12 para ser mais exato) e muita coisa mudou. Nesses anos ocorreram altos e baixos na carreira da banda. Agora cá entre nós foram de mais baixos do que de altos. Em 12 anos o Paradise Lost já lançou 7 álbuns sendo que entre eles apareceram uma coletânea de singles ("The Singles Collection" de 1997), uma coletânea de estúdio ("Reflection" de 1997) e um ao vivo ("At the BBC" de 2003). O direcionamento musical da banda mudou muito nesses anos, fazendo com que boa parte dos antigos fãs considerassem a banda como morta. Esta aí o controverso "Host" de 1999 que não me deixa mentir. Para felicidade geral da nação o Paradise Lost solta no mercado o poderoso "In Requiem" que consolida de novo a banda no cenário e confirma uma tendência de retorno ao som da época do glamoroso "Draconian Times" já iniciada desde o lançamento de "Paradise Lost" de 2005.
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Alguns dos fãs mais antigos poderão se animar demais ao ler em reviews espalhados por ai que o Paradise Lost retorna ao som de outrora, mas já aviso que esse retorno se refere ao som executado na época de "Draconian Times". Definitivamente "In Requiem" não possui mais aquele Death Metal de outrora. Isso é ruim? De forma nenhuma... o que podemos conferir nesse novo álbum é um Paradise Lost renovado e com forca total. Aquela melancolia associada a solos memoráveis e a atmosfera carregada estão de volta!Ouvir esse álbum para mim foi algo prazeroso e ate certo ponto nostálgico. Posso dizer sem sombra de dúvida que esperei 12 anos por um lançamento desse porte. Não posso negar que já fiquei satisfeito com o anterior "Paradise Lost" de 2005, mas aqueles que assim como eu, pensavam que a banda já teria atingido seu ápice e não teríamos mais nada do porte de "Draconian Times" se enganaram. Como é bom poder curtir o bom e velho Paradise Lost em novas canções repletas de feeling. Falando em feeling acho que podemos resumir em miúdos a diferença básica entre o disco anterior e este. O disco transborda inspiração tanto nos riffs, solos como nas vocalizações de Nick Holmes.

O álbum inicia com a matadora "Never for the Damned" que com sua pequena introdução nos mostra o que vem. A atmosfera carregada bem ao estilo Doom Metal associada aos vocais raivosos de Nick Holmes nos dão a sensação de estar à frente de mais um clássico do PL.
A segunda faixa "Ash & Debris" é mais um dos destaques do álbum. Em alguns momentos ela lembra bastante "Once Solemn" do já citado "Draconian Times". Nessa música podemos nos certificar que os belos solos estão de volta ao som do PL. Na seqüência vem "The Enemy" que mostra todo o peso da banda que estava adormecido nesses 12 longos anos. Quebra pescoço da melhor qualidade e na minha opinião uma das melhores faixas presentes. Em "Praise Lamented Shade" a melancolia se faz presente em uma das faixas mais soturnas do álbum. As orquestrações feitas demonstram o estado de graça em que o Paradise Lost se encontra. Mais uma vez os destaques são para as linhas de guitarra acompanhadas de perto por bases irrepreensíveis. Essa faixa nos faz pensar o que diabos faziam Aaron Aedy e Greg Mackintosh todos esses anos?
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A faixa seguinte "Requiem", juntamente com "The Enemy" compõe os pontos mais altos do álbum. Peso (preste atenção nas vocalizações e nas linhas de guitarra dos primeiros minutos da música para melhor entender), agressividade, inspiração e criatividade. A variação rítmica dessa música faz você apertar o repeat e escutá-la vezes a fio, tendo a sensação a cada ouvida que ela melhora mais e mais.
"Unreachable" é mais um deleite para os fãs. Belas orquestrações e um refrão marcante bem Paradise Lost. Mais uma vez somos agraciados por uma banda em alto estado de inspiração.
O que mais impressiona nesse álbum é a consistência das composições e regularidade da qualidade das músicas. Quem acompanha o Paradise Lost nesses anos sabe que a banda vinha tendo dificuldades de manter um padrão alto como um todo. O que quero dizer é que, embora controversos, o Paradise Lost sempre compôs boas músicas nesses anos mas, como uma onda, sempre deixava vez ou outra a peteca cair.

O álbum segue com ótimas composições tais como "Prelude to Descent", "Fallen Children" e "Your own Reality" entre outras.
Para felicidade dos fãs está disponível no mercado uma versão em Digipack que conta com mais duas faixas: "Missing" e "Silent in Heart" além de um belo pôster. Essa versão está disponível em apenas 25.000 cópias para o mundo todo.
Um dos álbuns mais aguardados dos últimos anos.
Indispensável!

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