Paradise Lost: obra-prima da música pesada
Resenha - In Requiem - Paradise Lost
Por Ricardo Seelig
Postado em 11 de julho de 2007
Baterista do Exodus, Tom Hunting conta como é a vida sem estômago
Nota: 9 ![]()
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O Paradise Lost tinha tudo para ser uma das maiores bandas de Heavy Metal dos anos noventa. Os britânicos começaram a carreira lá em cima, evoluindo muito, e possuem pelo menos três discos entre os melhores da década ("Shades Of God" de 1992, "Icon" de 1993 e "Draconian Times" de 1995), fundamentais para a definição e evolução do que viria a ser conhecido como Gothic Metal.
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Depois desse início, o grupo liderado pelo vocalista Nick Holmes trilhou caminhos mais experimentais, que desagradaram os fãs e fizeram trabalhos como "One Second", "Host" e "Believe In Nothing" alvo de críticas pesadas.
Pois bem, passados dez anos do lançamento original daquele que tanto a crítica quanto os fãs consideram o melhor álbum da banda ("Draconian Times"), em 2005 o Paradise Lost deixou as experimentações de lado e lançou um álbum intitulado apenas com o nome da banda, e que apresentava uma sonoridade muito próxima daquela que consagrou o grupo. A recepção foi boa, e isso deve ter animado Holmes e seus companheiros, pois o novo disco dos ingleses, "In Requiem", é uma pequena obra-prima da música pesada do novo milênio.
Muito pesado, com grandes riffs de guitarra, melodias dramáticas e sombrias, andamentos quase marciais de bateria e uma interpretação magistral de todo o grupo, principalmente de Nick Holmes, "In Requiem" mostra que quem um dia já foi rei jamais perderá a sua majestade. Suas onze faixas são Heavy Metal Gótico de primeira qualidade, inspirado e feito com muito tesão. Algumas interferências eletrônicas ainda estão presentes, mas são quase imperceptíveis de tão discretas, funcionando mais como um complemento do som da banda do que em seu elemento principal (e essa mudança de foco é ótima).
"In Requiem" é o melhor trabalho do Paradise Lost desde "Draconian Times", e recoloca o grupo no lugar em que sempre deveria estar: a maior influência de toda a cena Gothic Metal.
Um discaço.
Faixas:
1. Never for the Damned
2. Ash & Debris
3. The Enemy
4. Praise Lamented Shade
5. Requiem
6. Unreachable
7. Prelude to Descent
8. Fallen Children
9. Beneath Black Skies
10. Sedative God
11. Your Own Reality
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