Resenha - Slavior - Slavior
Por Dimas Cyriaco
Postado em 13 de março de 2007
Nota: 9 ![]()
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Há hoje em dia um fenômeno de migração na direção do prog, vindo de todos os tipos de metal. O numero de bandas incluindo influências progressivas em sua música é enorme, assim como a quantidade de novas bandas de prog que surgem a cada dia. E mesmo que essas tentativas sejam tímidas, ou mal executadas, elas começam a causar uma saturação no mercado progressivo.

Por isso é interessante ver uma banda de prog que vá no sentido oposto, e absorva influencias de outros estilos, como é o caso do Slavior.
Apesar de este ser seu álbum de estréia, o Slavior não é formado por garotos, sendo capitaneada por Mark Zonder, ex-baterista do Fates Warning, e tendo Wayne Findley (ex-Michael Schenker Group e ex-Vinnie Moore) cuidando das guitarras, teclados e baixo, além do vocalista Gregg Analla (ex-Tribe of Gypsies e ex-Seventh Sign).
Com um time desse é de se esperar um resultado no mínimo bom. Mas o que o Slavior nos trás é muito melhor do que apenas bom.
Fazendo um metal/rock, com uma forte presença progressiva, a banda desfila influências que vão da musica ambiente, jazz, funk e pop, a coisas inusitadas como Reggae e Rap.
Isso tudo muito bem trabalhado, com arranjos de guitarra e riffs incríveis e principalmente uma performance de Zonder simplesmente magnífica nas baquetas.
A criatividade da banda não conhece limites e o trio passeia livremente por musicalidades distintas unidas por uma argamassa metal que te prende do inicio ao fim do CD.
Um dos destaques do álbum vai para as linhas vocais desenvolvidas por Analla, que estão entre as melhores que eu ouvi nos últimos tempos. A faixa "Altar", por exemplo, é daquelas que te faz voltar a música três ou quatro vezes para ouvir de novo, seja pela linha vocal maravilhosa, pela bateria criativa de Zonder ou pelas passagens à lá Tommy Bolin na guitarra.
Falando em guitarra, Wayne Findley se mostra um compositor e guitarrista de mão cheia, tocando com peso, leveza, simplicidade ou complexidade sempre que é necessário, e com solos perfeitos. Além de ótimas linhas de baixo, já que foi o responsável pela gravação do instrumento no álbum.
Gregg Analla canta muito bem, se utilizando de efeitos bem empregados (nada de muito intrusivo), e vozes dobradas, e, às vezes, soando mais moderno e agressivo.
Mark Zonder por sua vez não precisa de comentários. O cara é simplesmente genial. Absurdamente criativo e com uma pegada única. Perfeito. O processo de composição da banda é invertido, sendo as musicas construídas em cima das bases de bateria criadas por Zonder, que pertence a um seleto grupo de bateristas capazes de tocar e ainda compor com muita qualidade.
A data de lançamento está marcada para 3 de Abril.
Imperdível.
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