Resenha - Forsaken - Antestor
Por Rafael Carnovale
Postado em 04 de fevereiro de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Você ouviria uma banda de black metal com mensagens cristãs? Foi o que me perguntaram quando comentei que iria resenhar este CD do pessoal do Antestor. Formado no final dos anos 90 em Oslo (Noruega), este grupo pratica uma sonoridade bem próxima ao black metal, porém sem o conceito do mesmo. Como o black é antes de tudo um estilo musical e não apenas um estilo conceitual (temos que pensar assim se quisermos entender bandas como o Antestor), é aceitável que as bandas do estilo variem muito suas temáticas líricas (a maioria o faz, abordando temas vikings, histórias...). Este é o quarto CD da banda e conta desde já com um atrativo curiosíssimo: a presença de Hellhammer (ex-Mayhem, atualmente no Dimmu Borgir) na bateria como convidado. Passada toda essa parte de surpresa, e tirando filosofias sobre religião do tema, vamos à parte musical.

"Rites Of Death" inicia o CD com um espectro musical amplo: death, metal tradicional (nos solos), vocais urrados e limpos, numa faixa contagiante e inteligente. "Old Times Cruelty" agrega elementos de doom metal (estilo que já fora abordado pela banda em CDs mais antigos) a uma temática mais voltada para o death. "Via Dolorosa" se aproxima do metal tradicional, embora estejamos falando de uma banda extrema antes de tudo.
O grande pulo-do-gato do Antestor foi agregar vários elementos a sua música com uma coesão rara de se ver em projetos tão ousados, o que faz do disco um massacre sonoro: "The Crown I Carre" é brutal e veloz, "Betrayed" é mais lenta, mas não menos agressiva (Hellhammer debulha tudo nos dois bumbos), "The Return" possui mudanças de andamento fantásticas e um suave toque de Iron Maiden e "Mitt Hjerte" encerra o CD de maneira bucólica e delicada, num instrumental primoroso.
Um arregaço: o melhor CD dos caras e um tapa naqueles que acham que fazer som brutal é só falar do capeta. Melhor reverem seus conceitos, meus caros!
Formação:
Vimod – Guitarras
Vrede – Vocais
Sygmoon – Teclados
Gard – Baixo
Convidados:
Hellhammer – Bateria
Bjorn – Guitarras
Ann – Mari – Vocais
Faixas:
"Rites Of Death"
"Old Times Cruelty"
"Via Dolorosa"
"Raade"
"The Crown I Carry"
"Betrayed"
"Vale Of Tears"
"The Return"
"As I Die"
"Mitt Hjerte"
Silent Records – 2006 (NACIONAL)
Site Oficial: http://www.antestor.com
Outras resenhas de Forsaken - Antestor
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Bruce Dickinson grava novo álbum solo em estúdio de Dave Grohl
O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Foto junta Slash, Duff e Sharon Osbourne, e puxa o fio do tributo a Ozzy no Grammy 2026
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Richie Sambora acusa Jon Bon Jovi de sabotar sua carreira solo para forçá-lo a voltar
Playlist - Os melhores covers gravados por 11 grandes bandas do thrash metal
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
A última banda de rock nacional que conseguiu influenciar crianças, segundo Jéssica Falchi
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Para Lars Ulrich, o que tornava o Slayer interessante era seu extremismo
A banda clássica dos anos 60 que Mick Jagger disse que odiava ouvir: "o som me irrita"
Motorhead: os 22 álbuns da banda, do pior para o melhor
Ave, Satan!: As dez melhores músicas sobre o Inferno
A frase esotérica deturpada por Raul Seixas que ele fez todo mundo cantar


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



