Resenha - Riot City Blues - Primal Scream

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Maurício Gomes Angelo
Enviar correções  |  Ver Acessos

publicidade

Nota: 8


Depois de meses ouvindo "Riot City Blues" você aprende a compreendê-lo melhor. Já não causa estranheza. Sim, o Primal Scream sempre foi a banda mais rocker dentre as eletrônicas e vice-versa. "Country Girl" prova que, mesmo fazendo algo com uma veia tipicamente old-school (e bota "old" nisso), os caras conseguem imprimir sua identidade. Não dá pra dizer que se ela tivesse sido escrita na década de 60 se adaptaria sem problemas ao período. Não é verdade. Esta é uma música do novo milênio. Do que de melhor o rock n' roll clássico nos proporciona em pleno 2006.

Hair Metal: Os maiores cabelos da história do rock pesadoHeavy Metal: Os 11 melhores álbuns dos anos 2000 segundo o Loudwire

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

É que o tempo passa e nós esquecemos as surpresas que Bobby Gillespie pode aprontar. Com isso em mente, fica fácil perceber que "Riot City..." é nitidamente um álbum de alguém que acorda com uma puta ressaca, não se arrepende do que fez e parte pra outra, ainda meio embriagado. E lá por "The 99th Floor", o frontman porra-louca mais adorável da Escócia já te conquistou por completo. Seu vocal despojado de bêbado vintage continua sendo um dos melhores e mais sexy's da cena, experimente "Dolls (Sweet Rock N' Roll"), por exemplo.

Já "Nitty Gritty" tem um solo delicioso... da mesma forma que "We're Gonna Boogie" é retrô até a alma. Evidente que não houve nenhuma preocupação em saciar os fãs tradicionais da banda. Aquela imensa maioria que sem dúvida gosta mais da face eletro do Primal. A única comparação possível é com o polêmico "Give Out But Don't Give Up", de 1994. Se "Screamadelica" e "XTRMNTR" - cada um em sua época - acabam simbolizando a quintessência do grupo, seus dois momentos mais inspirados, "o disco do garotinho e a cobra" (oopa!) irá embalar festas e mais festas rockeiras por um bom tempo. Pelo menos merece.

E isso tem um motivo: tente ouvi-lo e ficar inerte. Tente sair ileso da guitarra de Robert Young. Do baixo pulsante do folclórico Mani. Da azeitada salada oferecida por Andrew Innes e Martin Duffy e seus brinquedinhos: mandolins, banjo, piano, órgão, moog, harmônica. Da batera de Darren Mooney. Este é o segredo. Sobretudo, "Riot City Blues" é um álbum de rock genuíno. Feito por um conjunto idem. Ele tem alma, tem swing. Provoca, instiga, satisfaz. Foi feito por seis branquelos safados que, há tempos, aprenderam as lições rítmicas dos negros.

Ao final da experiência você percebe que, não importa se é embalando a geração acid-house ou arrancando sorrisos de rockers classudos, o Primal Scream continua fazendo algumas das coisas mais interessantes que temos por aí. Será que o Brasil entra na rota de novo?

Site Oficial: www.primalscream.net




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Primal Scream"


Hair Metal: Os maiores cabelos da história do rock pesadoHair Metal
Os maiores cabelos da história do rock pesado

Heavy Metal: Os 11 melhores álbuns dos anos 2000 segundo o LoudwireHeavy Metal
Os 11 melhores álbuns dos anos 2000 segundo o Loudwire


Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336