Resenha - At War With The Mystics - Flaming Lips
Por Ricardo Seelig
Postado em 24 de outubro de 2006
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Classificar o som do Flaming Lips é quase impossível. O grupo liderado pelo vocalista Wayne Coyne é um dos mais singulares do rock atual. Seja unindo esquisitices sonoras a deliciosas embalagens pops, seja transitando em caminhos desconhecidos que o aproximam do pós-rock, o certo é que qualquer álbum dos americanos é uma experiência única.

"At War With The Mystics", sucessor do excepcional "Yoshimi Battles The Pink Robots", ainda que não tenha o brilhantismo do anterior, reserva ótimos momentos para quem se aventurar por suas trilhas.
O álbum abre com a inovadora "The Yeah Yeah Yeah Song". Inovadora porque subverte a fórmula comumente utilizada na música pop, usando de forma irônica um refrão que é a síntese, no fim das contas, da própria pop music. Meta linguagem em estado bruto.
A aproximação com o pop, tornando o disco de fácil assimilação para os mais conservadores, mas sem perder a inovação que sempre marcou a carreira do Flaming Lips, ocorre na já citada "The Yeah Yeah Yeah Song" e também em "Free Radicals", "It Overtakes Me" e "Mr Ambulance Driver" (que parece saída de um álbum do Wilco). Já o experimentalismo bate ponto em canções como as belíssimas "The Sound Of Failure" e "Vein Of Stars".
Algumas faixas, como "The Wizard Turns On..." e "Pompeii Am Götterdämmerung", soam como suítes mântricas, levando o ouvinte a viagens sonoras interessantes.
Os arranjos requintados e a produção primorosa são pontos que elevam o resultado final de "At War With The Mystics", diferenciando-o (como se isso fosse necessário para um grupo como o Flaming Lips) no universo onde está inserido.
Ainda que não tenha o mesmo brilhantismo pop de "Yoshimi Battles The Pink Robots", "At War With The Mystics" não faz feio na carreira do grupo. Ouvindo-o tem-se claramente a sensação de que estamos diante de um álbum de transição, passo até certo ponto lógico depois de um disco tão marcante quanto "Yoshimi...".
Procurando algo original para ouvir? Este CD é uma boa dica. Quem se aventurar vai ter momentos únicos.
Faixas:
1. The Yeah Yeah Yeah Song
2. Free Radicals
3. The Sound Of Failure
4. My Cosmic Autumn Rebellio
5. Vein Of Stars
6. The Wizard Turns On ...
7. It Overtakes Me
8. Mr Ambulance Driver
9. Haven´t Got A Clue
10. The W.A.N.D.
11. Pompeii Am Götterdämmerung
12. Goin´ On
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bo Lueders, guitarrista e membro fundador do Harm's Way, morre aos 39 anos
Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
Wolfgang Van Halen toca cover de Rick Astley, seguidores chiam e ele responde com categoria
Os 50 hambúrgueres do Guns N' Roses após show em Porto Alegre
Fala de Alírio Netto sobre brasilidade do Angra revolta fãs de Fabio Lione e gera resposta dura
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
Alissa White-Gluz fala sobre "Black Widow's Web" do Angra e reação ao conhecer Sandy
A música do Metallica que lembra King Crimson, segundo David Ellefson
Korzus anuncia nova formação, com Jéssica Falchi e Jean Patton nas guitarras
Yes suspende atividades e Steve Howe passará por cirurgia de emergência
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
Jéssica Falchi sobre entrar no Korzus: "Existe abismo de diferença entre ser vista e respeitada"
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
Alice Cooper apresenta Anna Cara, nova guitarrista de sua banda
A banda que Wolf Hoffmann não aceita que chamem de metal: "É boa, mas me poupe"
O dia que Axl Rose pediu camarim de 70 mil reais no Engenhão e nem sequer entrou nele
A música que Roger Waters quis tocar com o Pink Floyd no Live 8, mas David Gilmour vetou


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



