Resenha - Kingdom II - Wizards
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 18 de julho de 2006
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Não é mais tão espantoso quando nos deparamos com mais um disco da banda paulista Wizards. Formada nos anos noventa, a banda ficou um certo tempo parada (após lançar dois discos) até 2002, quando lançou "The Kingdom". Mas não durou muito tempo – encerrou as atividades novamente. Até que, anos depois, a banda resolveu voltar, e agora em 2006 está lançando "The Kingdom II", seu novo CD, via Encore Records.
Wizards - Mais Novidades
Christian Passos (vocal), Kadu Averbach (guitarra), Mendel Ben Waisberg (baixo), Rodrigo Mello (bateria) e o convidado Gabriel Kauê (teclado), infelizmente, fizeram um disco bastante mediano. A produção está boa, mas nitidamente poderia ter ficado melhor. Christian é um ótimo vocalista, e a banda fez um trabalho instrumental muito bom. Mas pena que, quando o Wizards faz a junção da voz com o restante dos instrumentos, não surge nenhuma música de grande impacto ou de qualidade latente. São ao todo dez faixas, em pouco mais de trinta minutos de heavy metal tradicional, com bastantes influências do melódico e do progressivo, do hard rock às sonoridades oitentistas.
O disco abre com "Slave" e "To Believe", que são músicas bem trabalhadas, de arranjos intensos. Mas nenhum das duas, como uma grande parte do restante do álbum, chega a empolgar. Existe algumas músicas legais sim, como a mais cadenciada "Bipolar Mind" (a melhor de todas na minha opinião) e "The Ville", essa última fazendo uma mistura bastante interessante entre o melódico, o heavy tradicional e o hard rock dos anos oitenta. Por fim, a outra balada do álbum também merece destaque: "Caroline" – em qual se nota, de forma extremamente fácil, as ambições oitentistas de "The Kingdom II".
Realmente, o retorno do Wizards não foi de tanta qualidade como foi em 2002. "The Kingdom" é um disco ótimo, e esse aqui, nem tanto assim. A banda faz um trabalho legal, mas não mais do que isso. Hoje em dia, com o nível de exigência das gravadoras e do próprio público, para que o Wizards gozasse uma maior popularidade, seria preciso um disco de maior e de melhor inspiração. Enquanto que a banda não alcança um material digno do seu passado, ainda podemos nos contentar com "The Kingdom" e com aquela coletânea lançada anos atrás, com os primeiros sucessos do grupo, "Best Spells".
Site oficial: www.bandawizards.com
Line-up:
Christian Passos (vocal);
Kadu Averbach (guitarra);
Mendel Ben Waisberg (baixo);
Gabriel Kauê (teclado);
Rodrigo Mello (bateria).
Track-list:
01. Slave
02. To Believe
03. Bipolar Mind
04. Last Chance
05. Nobody Else
06. By Surprise
07. The Ville
08. Hei Doc
09. Caroline
10. Keep On
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 músicas de metal que entregam o melhor momento nos primeiros 30 segundos
As três melhores músicas do Megadeth segundo Dave Mustaine
O disco "esquecido" do Black Sabbath que Bruno Sutter considera maravilhoso
A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
O músico que intimidou Ritchie Blackmore ao dividir o palco com ele
O único disco do Aerosmith que Slash considera ruim
A lição que jovem fã ensinou ao lendário Rick Wakeman no Brasil
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
A música dos anos sessenta que ajudou a colocar a expressão "heavy metal" no vocabulário do rock
O guitarrista que Eddie Vedder considera o maior sobrevivente da história do rock
Mike Portnoy foi assistir ao Rush e publicou suas impressões online
Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
Savatage volta à América do Sul em 2027, diz baixista
Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones
A melhor banda de rock progressivo de todos os tempos, segundo Geddy Lee
O membro do Metallica que James Hetfield descreveu como "cordeiro sacrificado"
Black Sabbath interrompeu turnê nos anos 70 porque Tony Iommi "passou dos limites"

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



