Resenha - A Fever You Cant' Sweat Out - Panic! At the Disco
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 16 de julho de 2006
Nota: 8 ![]()
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O mercado fonográfico americano é, realmente, totalmente imprevisível. A cada dia novas bandas surgem, outras tantas passam do anonimato para um estágio repentino de uma fama nada duradoura. É o país da cultura ‘fast-food’ que nos apresenta mais uma novidade, a banda Panic! At the Disco, que lançou recentemente o seu primeiro CD, "A Fever You Can’t Sweat Out" e já se tornou um nome bastante popular em terras americanas. Uma banda que é muito jovem: Brendon Urie (vocal, guitarra e piano), Ryan Ross (guitarra), Brent Wilson (baixo) e Spencer Smith (bateria) gravaram esse disco assim que se formaram no High School (o Ensino Médio para nós), no fim do ano passado.

Lançado via Decaydance Records (ainda não licenciado na América do Sul), o Panic! At the Disco fez uma interessante mistura sonora em "A Fever You Can’t Sweat Out". A banda elaborou um som dançante, mas sem parecer-se com o The Killers, por exemplo. O grupo de Las Vegas faz o que podemos chamar de rock alternativo, mas com influências que vão desde o punk/hardcore até a tendências que estão na moda, como o Indie Rock e o que os outros chamam de Emo. Se a banda conseguiu um contrato sem ao menos ter se apresentado ao vivo até o lançamento desse CD, pelo menos contou com uma boa produção, assinada por Matt Squire, que já trabalhou ao lado de nomes como Northstar e The Explosion.
Visualmente, o Panic! At the Disco adota uma aparência bastante perspicaz, com uma tendência teatral evidente. O que, aliás, fica claro a partir da capa e das fotos promocionais do grupo. Se a banda mantém um figurino baseado no século passado, a sua sonoridade é bastante moderna. E há músicas legais, acreditem. Uma delas é "The Only Difference Between Martyrdom and Suicide is Press Coverage", com direito a partes acústicas e rápidas, guitarras pesadas e até momentos à lá ‘dance music’, marcas registradas de todo esse disco. Está nessa faixa a principal idéia da banda, trazer influências de Fleetwood Mac e de Couting Crows, além de um pouco de Queen (do álbum "Hot Space").
Ainda se destacam "Camisado", por ser uma música mais melodiosa, mas que nunca deixou de ser dançante; "Time to Dance", que possui arranjos bem puxados para a ‘dance music’, mas que não esquece de ter a presença de guitarras pesadas. "But It’s Better If You Do" é uma balada dançante, e um dos ‘singles’ do álbum, assim como "I Write Sins not Tragedies", que é para mim a melhor de todo o CD. E aqui novamente estão arranjos pesados e dançantes, aqui com bastante quebradas de ritmo.
Se o Panic! At the Disco começou como uma banda cover de Blink 182, hoje já tem a sua própria personalidade. A banda já se apresentou em festivais de renome como o Lollapalooza (em Chicago) e nos ingleses Reading Festival e Leeds Festival. E a turnê da banda segue como um fenômeno na América do Norte: com shows ‘sold-out’ em grandes cidades como Detroit, Montreal, Denver, Vancouver, Seattle, Los Angeles e San Francisco. Creio que, se você se interessou pelo grupo, é extremamente importante você tirar suas próprias conclusões, conferindo o som dos caras a partir do site oficial da banda.
Site oficial: www.panicatthedisco.com
Line-up:
Brendon Urie (vocal/guitarra/piano);
Ryan Ross (guitarra);
Brent Wilson (baixo);
Spencer Smith (bateria).
Track-list:
01. Introduction
02. The Only Difference Between Martyrdom and Suicide is Press Coverage
03. London Beckoned Songs About Money Written by Machines
04. Nails for Breakfast, Tacks for Snacks
05. Camisado
06. Time to Dance
07. Lying is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off
08. Intermission
09. But It’s Better If You Do
10. I Write Sins not Tragedies
11. I Constantly Thank God for Esteban
12. There’s A Good Reason These Tables Are Numbered Honey, You Just Haven’t Thought of It Yet
13. Build God, Then We’ll Talk
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