Resenha - Both Sides of the Gun - Ben Harper

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Por Rodrigo Simas
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Nota: 8


A idéia de Both Sides of the Gun é mostrar os dois lados de Ben Harper. Um, das suas famosas e tocantes canções. O outro, do seu lado mais rock e funk. Produzido, composto e gravado (em algumas faixas quase todos instrumentos) pelo próprio Ben Harper, o CD duplo traz um total de 18 músicas e mata a vontade de material inédito, aguardado ansiosamente desde o projeto com os Blind Boys Of Alabama, There Will Be a Light, lançado em 2004.

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Até aí tudo ótimo, até porque o primeiro CD, o das baladas (se é que podem ser chamadas assim) é realmente emocionante, comovente. Cada vez melhor como cantor, Harper consegue passar tanto feeling em suas músicas, que sua alma fica exposta nas melodias, em uma avalanche de emoções que podem levar facilmente o ouvinte às lágrimas. Nesse clima surgem pérolas como "Morning Yearning", "Waiting For You", "Picture In a Frame", "Never Leave Lonely Alone", enfim, todas faixas da primeira metade de Both Sides Of The Gun. Nada mal. Mereceria um 10 com louvor.

O problema aparece no segundo CD. Não que seja ruim, muito pelo contrário. É muito melhor que a grande maioria de tudo que ouvimos nos tempos atuais. Mas estamos falando de Ben Harper, certo? E o referencial é muito alto. Ele que se vire pra manter os padrões. Talvez o problema sejam as composições, que seguem o estilo mais previsível e comercial iniciado em Diamonds On The Inside (2003), facilmente o trabalho mais acessível já lançado em sua carreira. Talvez elas não sejam tão instigantes e vanguardistas quanto o material lançado até a época de Burn To Shine (1999). Mas a verdade é que elas não provocam o mesmo efeito. Soam comuns. Comuns para alguém como Ben Harper. É o caso de "Better Way". Ou das "stoneanas" "Engraved Invitation" ou "Get It Like You Like It", dois rockaços que fariam inveja a Mick Jagger e cia., mas que dentro do catálogo de Harper, não acrescentam muito.

Os fãs vão gostar e, provavelmente, como artista, ele vai crescer ainda mais em escala mundial. Mas fica a sensação de que faltava ainda um terceiro lado, o mais provocativo e desafiador. Fica pra próxima.


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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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