Resenha - Henceforth - Henceforth

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Por Thiago El Cid Cardim
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


"Ôba, o projeto solo dos irmãos Mariutti, do Shaaman", poderia pensar o fã típico da banda capitaneada por Andre Matos. E o primeiro erro já começa por aí. O Henceforth, na verdade, é um grupo que está em atividade desde 1993, muito antes do Shaman (ainda com um único A) sequer pensar em existir. A primeira demo saiu em 96 e este disco solo começou a ser gravado ainda em 2001, mas acabou ficando quase dois anos parado. Em 2005, finalmente o debut homônimo viu a luz do dia - e a palavra-chave deste álbum é: SURPRESA.
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Sim, uma grata e interessantíssima surpresa. A começar pelo fato de ser um disco absolutamente livre de rótulos. Não é um disco do Shaaman, seja ele o do álbum "Ritual" ou mesmo aquele mais orgânico de "Reason". Também não tem um traço sequer do Angra, caso você ache que o baixista Luis Mariutti teria sentido saudades da banda que o consagrou. Aliás, "Henceforth" não é nem um disco típico de heavy metal, para ser bem sincero. Tem heavy metal tradicional sim senhor (e como tem!), mas também carrega boas doses de rock progressivo e flerta, sem preconceitos, com elementos do metal alternativo estadunidense, que também responde pelo palavrão de "new metal" para alguns críticos especializados. E caso você esteja se perguntando: não, isso não faz mal nenhum à sonoridade do Henceforth. Muito pelo contrário.

Abrindo o álbum com a curtinha "In The Garden", com pouco de mais de um minuto, em seguida vem a poderosa "I.Q.U." - que já dá a entender mais ou menos o que vem pela frente. Em dueto com Andre Matos - frontman do Shaaman e irmão de um dos primeiros vocalistas do Henceforth - o vocalista Frank Harris mostra polivalência e faz um vocal rasgado que lembra um certo James Hetfield. Logo depois, em "Rise Again", a voz de Harris fica tão limpa e cristalina que a canção ganha contornos radiofônicos, podendo disputar vaga na programação roqueira das principais rádios, em tempos de Nickelback, Evanescence e afins. Mais à frente, em "Opened Door", o cantor lembra Eddie Vedder, do Pearl Jam. E por aí vai: "White Addiction" tem uma bateria de levada punk e efeitos eletrônicos na voz; e na pesadíssima faixa que fecha o disco, "Nervous Breakdown", é impossível não lembrar do Korn, por mais blasfemo e herege que isso possa soar aos ouvidos mais puristas.

Falar da ótima performance de Luis nas cordas do baixo é chover no molhado. Mas não é exagero dizer que, apesar da perfeição do restante da banda, este é o disco de Hugo Mariutti. Além de participar de todas as composições e também do excelente trabalho de teclados de Cristiano Altieri, ele solta a mão nas guitarras. E sem perdão. Se nos discos e, principalmente, nas apresentações ao vivo do Shaaman o cara já deixa os fãs de queixo caído, neste "Henceforth" o jovem Mariutti esbanja versatilidade e experiência, dosando peso e criatividade na medida certa. Ouvidos atentos, porque o sujeito promete deixar os clássicos guitarristas "virtuosos" no chinelo.

Ao final da audição, percebe-se que "Henceforth" é um trabalho ousado, experimental e corajoso - talvez um dos mais corajosos lançados recentemente no universo da música pesada brazuca, sem exagero. Um exemplo a ser seguido. E que nós esperamos que tenha continuação. "Henceforth", antes de tudo, tem gosto de novidade. Graças a Deus.

Line-Up:
Frank Harris - Vocal
Hugo Mariutti - Guitarra, Vocal e Teclado
Luis Mariutti - Baixo
Cristiano Altieri - Teclado
Fabio Elsas - Bateria e Vocal

Tracklist:
1) In The Garden
2) I.Q.U.
3) Rise Again
4) Higher Ground
5) The Pain
6) White Addiction
7) Both Sides
8) Parallels
9) Issues
10) Opened Door
11) Nervous Breakdown

Site oficial:
http://www.henceforth.com.br

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Sobre Thiago El Cid Cardim

Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema, séries de TV e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração, marvete de carteirinha. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Iron Maiden, Judas Priest, Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Kamelot, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no www.observatorionerd.com.br e no www.twitter.com/thiagocardim.

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