Resenha - Henceforth - Henceforth

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 8

Há anos na cena metálica brasileira, os paulistas do Henceforth finalmente colocam o seu primeiro trabalho no mercado. Mais conhecido por ser a banda de Hugo e Luis Mariutti, o grupo deve atrair a atenção de uma parcela considerável de fãs Brasil afora.

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Com ótima produção, a cargo de Guilherme Canaes e da própria banda, o álbum apresenta algumas canções que fogem um pouco da linha adotada pelo Shamaan, grupo principal dos irmãos Mariutti. Músicos experientes, os dois, ao lado do vocalista Frank Harris, do tecladista Cristiano Altieri e do baterista Fabio Elsas, buscam algumas inovações em seu som, despejando doses generosas de metal tradicional recheado de sonoridades e timbres bem atuais em suas músicas.

Abrindo com a dispensável "In The Garden", o álbum só começa para valer com "I.Q.U.". Contando com a participação do chapa Andre Matos dando uma força nos vocais, a faixa leva a música do grupo um pouco além das fronteiras habituais do metal melódico. A voz agressiva de Harris faz um contraponto interessante com o vocal limpo de Matos, em um resultado que agrada muito.

A opção por um som, digamos assim, mais lento, faz o trabalho de guitarra de Hugo de destacar a cada faixa, despejando riffs matadores e, em alguns casos, com muito bem-vindas influências do chamado novo metal americano.

Buscando sempre caminhos originais, o grupo não tem medo de ousar nos arranjos das músicas, gerando ótimos resultados como em "Both Sides" e "Parallels".

A influência progressiva é muito grande e clara, e, ao invés de tornar o som do grupo chato e arrastado, como pensariam os mais desinformados, vai exatamente no caminho contrário, tornando-o ainda mais rico.

Mas, talvez, a maior qualidade deste disco seja mostrar todo o talento de Hugo Mariutti, um dos melhores instrumentistas surgidos no Brasil nos últimos anos. Não me entenda mal, não estou dizendo que no Shamann ele não se mostre por completo, mas no Henceforth Hugo é a cara, o peito e o coração, e sua guitarra soa mais livre e direta do que em sua banda principal.

Um trabalho interessante, que vale a audição e entrega algumas ótimas canções. Pena que virá sempre em segundo plano em relação ao Shamann.

Faixas:
1. In The Garden
2. I.Q.U.
3. Rise Again
4. Higher Ground
5. The Pain
6. White Addiction
7. Both Sides
8. Parallels
9. Issues
10.Opened Door
11. Bervous Breakdown


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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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