Resenha - Live in Tokyo - G3
Por Rodrigo Altaf
Postado em 03 de abril de 2006
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Na tour G3, famosa por trazer ao palco a maior concentração de virtuosos por metro quadrado, Steve Vai e Joe Satriani, amigos de longa data, fazem shows mais curtos e escolhem um terceiro "coringa das guitarras" para dividir o espetáculo, fechando a tampa com uma jam cheia de surpresas.
Entre os músicos que já completaram o trio estão Eric Johnson, Yngwie Malmsteen, Uli John Roth e Robert Fripp. E para os shows do Japão, não poderia haver escolha mais perfeita do que John Petrucci, o incensado guitarrista do Dream Theater, já que sua banda é literalmente idolatrada na terra do sushi. O DVD em questão cobre uma pequena parte da apresentação de cada um e a jam final, com os três mestres tocando clássicos do rock.
Petrucci inicia o espetáculo anunciando que tocará músicas do seu disco solo Suspended Animation, e isso parece ser uma ducha de água fria na platéia, que certamente esperava alguma coisa do Dream Theater. Completam a sua banda o experiente Dave LaRue (Dixie Dregs, Steve Morse Band) e um inesperadamente discreto Mike Portnoy (Dream Theater, Liquid Tension Experiment). As duas músicas que aparecem no DVD, "Glasgow Kiss" e "Damage Control", são executadas com competência, mas sem empolgar muito a platéia.
Talvez o que o publico japonês precisasse para levantar das cadeiras fosse alguém como Steve Vai. Seus anos de estrada com Frank Zappa e David Lee Roth, o espalhafatoso ex-frontman do Van Halen, deram a Vai uma segurança impressionante no palco, e um jeitão de showman nato. Os outros membros da banda não ficam atrás, com destaque para Tony McAlpine nos teclados e um ensandecido Billy Sheehan (ex-Mr. Big e Talas) no baixo. O melhor show da noite, com destaque para "The Audience Is Listening".
E o terceiro ás das cordas veio ao palco sem trazer grandes novidades. Joe Satriani parece sofrer da síndrome de Sansão, já que desde que cortou sua vasta cabeleira, o agora careca guitarrista não produziu mais nada que chamasse a atenção dos fãs como seus trabalhos mais antigos. Em termos de presença de palco, ele fica em um meio termo entre Vai e Petrucci: não decepciona, mas também não empolga. Aparecem aqui as músicas "Up In Flames", "Searching" e "War".
A jam final tem sempre um clima de festa, e o palco tem tantas figuras carimbadas da música que parece estarmos assistindo alguma cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame, ou algum daqueles shows da Anistia Internacional. "Foxey Lady" (Jimi Hendrix), "La Grange" (ZZ Top) e "Smoke On The Water" (precisa falar de quem?) são tocadas de um jeitão descontraido, e a satisfação de estar ao lado de tantas feras é evidente na cara de cada músico.
Vai foi aluno de Satriani, e sua amizade já é antiga. Devido a isso, quando estão no palco, sua sintonia é tal que o convidado, seja ele Eric Johnson, Yngwie Malmsteen ou Petrucci, parece estar sempre meio deslocado. Mas nada que atrapalhe a curtição. Os duelos de solos entre os três são de fazer defunto levantar e sair tocando "air guitar".
Para quem é fa de guitarristas e gosta de dados técnicos, esse DVD ainda traz a passagem de som para o show, com a opção de ouvir os comentários dos três. Boa chance pra conferir o que rola por trás de um show como esse.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O motivo que levou Fabio Lione a quase sair do Angra em 2023, segundo Marcelo Barbosa
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Blaze Bayley anuncia que não fará mais meet & greets e sessões de autógrafos gratuitas
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
A respeitosa opinião de Dave Mustaine sobre Ritchie Blackmore
O disco dos anos 1980 que foi muito influente para Metallica e Megadeth, segundo Dave Mustaine
O dia que hospital dos EUA julgou que RPM não tinha grana e Paulo Ricardo mostrou fortuna
Ney Matogrosso diz que não gosta de frequentar bar exclusivamente gay e revela motivo
Álcool, drogas e intrigas nos primórdios do Guns N' Roses


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



