Resenha - A Drug For All Seasons - F5
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 06 de fevereiro de 2006
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Tendo feito história no Megadeth e ficando um bom tempo afastado da cena, o baixista David Ellefson montou este projeto chamado F5, que conta com a presença de músicos obscuros no meio musical, sendo Dale Steele (voz), John Davis (guitarras), Steve Conley (guitarras) e o gigante afro-americano Dave Small (bateria), liberando enfim este aguardado primeiro registro chamado "A Drug For All Seasons".

A sonoridade aqui apresentada é um inesperado hard rock cheio de guitarras, moderno e com grande inclinação para o lado mais alternativo da coisa. Se aproximando do Soundgarden em alguns momentos e passando longe do heavy metal de outrora, consegue soar bastante pesado, forte e dono de ótimas melodias.
Steele tem uma boa voz, bem rock´n´roll, cantando com paixão e não fazendo uso de gritos ou rosnados. É desnecessário comentários sobre Ellefson, já com experiência mais do que comprovada; e aqui sua atuação com Small gera ritmos perfeitos para a proposta musical do F5. Também merecem méritos o trabalho dos guitarristas, empolgante e beirando a perfeição em várias faixas. É com certeza um time bastante habilidoso e entrosado.
"Faded", a música de abertura, já deixa o ouvinte de boca aberta pela técnica e distorção, com riffs memoráveis; e o queixo continua a cair com o peso de "Dissidence", que surpreende pelas melodias. Um belo começo de álbum! Outra canção que realmente chama a atenção é "Defacing", a mais veloz e nervosa de todo o CD.
Pendendo para o rock mais alternativo e com grandes guitarras, temos "Look You In The Eyes", que lembra o já citado Soundgarden. "Fall To Me" e a faixa-título também apresentam características mais modernas e procuram explorar novos terrenos com os arranjos pesados de sua música, conseguindo resultados mais do que satisfatórios em um bom número de canções.
Ellefson e seu F5 comprovam suas qualidades e evitam comparações com o Megadeth, o que já é um imenso primeiro passo. "A Drug For All Seasons", com seus pouco mais de 36 minutos, é sempre pesado, melódico e obviamente digno de elogios, mas provavelmente agradará realmente aos que estejam mais abertos a novas experimentações no rock´n´roll, gerando um produto final interessante.
F5 - A Drug For All Seasons
(2005 / Dead Line Music – importado)
01. Faded
02. Dissidence
03. Fall To Me
04. A Drug For All Seasons
05. Bleeding
06. What I Am
07. Dying On The Vine
08. Hold Me Down
09. Defacing
10. X’d Out
11. Look You In The Eyes
12. Forte Sonata
First Cut - In the Studio with F5 – Vídeo-bônus
Homepage: www.f5theband.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
65 grandes músicas gravadas por Dave Mustaine, que completa 65 anos neste domingo
King Diamond sobe ao palco com o My Chemical Romance
Os mestres que moldaram Jimi Hendrix antes de ele se tornar o maior nome da guitarra
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
As duas músicas do Judas Priest que Rob Halford detesta: "Lixo, só clichês"
A música do Judas Priest que tem um dos solos "mais gloriosos" do metal, segundo Rob Halford
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
Postura: 12 coisas que você nunca deve dizer a um músico
David Gilmour admite que hoje não lançaria uma das canções mais famosas do Pink Floyd
O motivo pelo qual Bill Ward não deixava John Bonham tocar sua bateria

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



