As duas grandes bandas de Metal que James Hetfield detestava, mas com o tempo ele arregou
Por Bruce William
Postado em 01 de setembro de 2024
James Hetfield foi uma das forças motrizes por trás do sucesso do Metallica nos anos 1980, ajudando a estabelecer o Thrash Metal como um gênero dominante. Com uma série de álbuns clássicos, incluindo "Ride the Lightning" e "Master of Puppets", o Metallica redefiniu os limites do gênero, combinando complexidade técnica com uma intensidade brutal. Hetfield, com sua voz inconfundível e riffs poderosos, conduziu o Metallica para se tornar uma das maiores bandas do mundo, e não somente dentro do Metal.
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Mas ainda naqueles tempos, o Metal começou a se diversificar, com algumas bandas experimentando fusões de estilos como Rap e Hip-Hop em seu som, o que inicialmente foi recebido com resistência tanto por parte dos fãs de Metal quanto pelos puristas do gênero, que viam essa mistura como uma diluição da agressividade e autenticidade do som original. Bandas que experimentaram essa combinação foram criticadas por saírem dos padrões tradicionais do Metal, e o estilo enfrentou um certo preconceito.
No entanto, na década seguinte essa mistura ganhou força, e o Rap-Metal encontrou seu público, eventualmente estabelecendo-se como uma subcultura respeitada dentro do Metal, e isto aconteceu justamente quando "Enter Sandman" começou a subir nas paradas, época em que bandas como Rage Against the Machine estavam pegando os sons militantes de Public Enemy e combinando-os com a crueza do início do Black Sabbath e a atitude do Punk Hardcore.
James Hetfield aponta o defeito que unia bandas como Limp Bizkit e Rage Against The Machine
Quando Hetfield e a banda embarcaram na onda alternativa com os álbuns "Load" e "ReLoad", Hetfield estava em um estado de espírito bem diferente. Depois de se tornar um dos maiores rockstars do planeta, seus ídolos mais recentes eram bandas de Stoner Rock, como Corrosion of Conformity, ou do Grunge mais pesado como Alice in Chains.
Como estava em outra vibe, é compreensível que Hetfield tenha dito uma fala muito dura ao se referir a essas bandas de Nu Metal que despontavam na época, conforme podemos conferir em entrevista à revista Playboy, resgatada pela Far Out: "O Limp Bizkit me parece um pouco cartunesco. Eu não gosto de um cara que só fica gritando. [Assim] como o Rage Against the Machine - não é alguém que está cantando, é só um cara meio irritado gritando a opinião dele sobre as coisas".
A Far Out aponta ainda que, apesar dos trágicos incidentes do Woodstock de 1999 que poderiam até ter destruído qualquer respeito que as pessoas tivessem pelo Nu-Metal, o estilo não desapareceu, apenas se transformou, com o surgimento de bandas como Slipknot e Lamb of God, que começaram a praticar um estilo baseando fortemente em batidas de bateria extremamente rápidas e vocais guturais que soavam como se o vocalista estivesse cantando através de um triturador de lixo.
E com o passar dos anos as arestas foram aparadas, a ponto de em 2003 o Metallica realizar uma turnê conjunta pelos EUA com Linkin Park e Limp Bizkit, que gerou do já ex-baixista Jason Newsted a seguinte declaração: "Eles estão mandando sua integridade pelos tubos (...) O que eles estão fazendo agora é obviamente por dinheiro e não tem nada a ver com a música pela qual nós deveríamos estar lutando".
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