Resenha - In The Beginning... - Triumph

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Por Rodrigo Werneck
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O trio Triumph é certamente a segunda banda de rock mais famosa do Canadá, ficando atrás apenas do Rush. A Sanctuary Records vem remasterizando e relançando toda a discografia da banda desde o meio de 2005. Neste CD de estréia, gravado em 1976, o grupo já mostrava sua cara, mesclando peso e bastante foco nas melodias, com claras influências de Led Zeppelin e do Rush inicial, adicionando toques progressivos.
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A formação básica perduraria até 1988, e contava com Rik Emmett na guitarra e vocal, Mike Levine no baixo, e Gil Moore na bateria e vocal. Em algumas músicas, o tecladista Laurie Delgrande dava uma mãozinha. Os planos do Triumph desde o início incluíram um show cheio de efeitos de luzes e som, que compensassem o fato de serem apenas 3 músicos no palco, sendo que um deles estaria quase o tempo todo preso ao microfone. Ou seja, para agitar o público ao vivo, eles queriam juntar boa música a um bom espetáculo.

Neste primeiro disco, originalmente denominado “Triumph” (o nome mudou nos anos 80, quando o próprio grupo readquiriu o catálogo e reeditou os discos), fica clara a preocupação com arranjos de certa forma grandiosos, porém não exagerados. O som ainda não era exatamente o que ficaria mais característico na carreira da banda, pois nesse disco eles soavam mais pesados que nos discos que se seguiriam. O próprio vocal de Emmett era bastante “rasgado” e agressivo. O disco abre logo com três pedradas, que são as músicas “24 Hours A Day”, “Be My Lover” (essa tipicamente um rockão à la Rush nos seus primeiros discos) e “Don’t Take My Life”. “Street Fighter” se segue, mostrando as influências progressivas do grupo misturadas a um hard rock bem na linha do Led Zeppelin (Emmett é grande fã de bandas como Genesis e Focus, além do Deep Purple). E falando em Zeppelin, é interessante notar que a música “Let Me Get Next To You” é totalmente baseada (para não dizer cópia escancarada) em “Rock And Roll” (clássico da banda inglesa), não somente o riff principal, mas até partes bem características de guitarra “chupadas” de Jimmy Page e alguns malabarismos vocais à la Robert Plant.

A última música do disco, “Blinding Light Show”, é um épico de quase 9 minutos de duração, considerada por muitos a melhor música que o Triumph fez. Polêmicas à parte, é certamente uma excelente faixa, cuja letra tinha tudo a ver com a proposta do grupo para os palcos.

Tracklist:
1. 24 Hours A Day
2. Be My Lover
3. Don’t Take My Life
4. Street Fighter
5. Street Fighter (Reprise)
6. What’s Another Day Of Rock’N’Roll
7. Easy Life
8. Let Me Get Next To You
9. Blinding Light Show / Moon Child

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Sobre Rodrigo Werneck

Carioca nascido em 1969, engenheiro por formação e empresário do ramo musical por opção, sendo sócio da D’Alegria Custom Made (www.dalegria.com). Foi co-editor da extinta revista Musical Box e atualmente é co-editor do site Just About Music (JAM), além de colaborar eventualmente com as revistas Rock Brigade e Poeira Zine (Brasil), Times! (Alemanha) e InRock (Rússia), além dos sites Whiplash! e Rock Progressivo Brasil (RPB). Webmaster dos sites oficiais do Uriah Heep e Ken Hensley, o que lhe garante um bocado de trabalho sem remuneração, mais a possibilidade de receber alguns CDs por mês e a certeza de receber toneladas de e-mails por dia.

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