Resenha - Private Investigations - Dire Straits

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Por Bernardo Galheiro Poças
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Como se não bastasse a coletânea "Money for Nothing", que vendeu muito bem em 1988, no auge da banda... e a última coletânea "Sultans of Swing", compilada em 1998 para "fechar o caixão" do contrato do Dire Straits com a Polygram... e a pouco conhecida coletânea (essa sim, muito importante) "ScreenPlaying", no qual compila seu excelente trabalho em trilhas sonoras entre 1983 e 2001... eis que Mark Knopfler lança mais uma coletânea.

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Com o objetivo de "apresentar a banda" a aqueles que "só possuem um álbum ou dois", eis que a Universal apresenta "The Best of Dire Straits & Mark Knopfler: Private Investigations", no qual reúne sucessos do Dire Straits e da carreira solo deste guitarrista, cantor e compositor. Se suas habilidades como artista são inumeráveis, infelizmente esta coletânea não presta nenhum serviço à sua carreira.

De fato, a carreira solo de Mark Knopfler, se tem trabalhos de qualidade, sequer apresenta números de vendagens iguais ao de sua super-banda, apesar do álbum "Sailing to Philadelphia" (2000), que rendeu duas visitas ao Brasil, ter vendido 4 milhões de cópias no mundo todo. Por outro lado, este álbum não fará muita falta aos que não conhecem bem sua obra. Os fãs mais alternativos, que gostam dos primeiros dois álbuns da banda, podem esquecer: nenhuma música destes álbuns está presente. Não há clássicos como "Water of Love", "Down to the Waterline", "Lady Writer" e, claro, "Sultans of Swing".

O álbum começa a partir do terceiro álbum da banda, "Making Movies" (1980), e somente com os sucessos mais conhecidos. Os únicos destaques são a épica "Telegraph Road" (do álbum ao vivo "Alchemy", de 1983), com seus 15 minutos de duração, e a versão original de "Money for Nothing", como gravada no supervendido álbum "Brothers in Arms" (1985), com oito minutos e meio (dá pra ouvir o Sting falando "I Want my MTV" por 4 vezes antes da música começar). As coletãneas da banda continham apenas uma versão editada para fins radiofônicos e por problemas judiciais com um trecho da música no qual Mark fala sobre homossexuais, com a música reduzida pela metade do tempo.

E a carreira solo do artista, se não possui grandes sucessos, por outro lado possui várias músicas que foram deixadas de lado, como "Cannibals", "Silvertown Blues", "Gravy Train" e "Speedway at Nazareth". Registra-se apenas sete músicas, faixas de trabalho lançados como singles durante seus 8 anos como artista solo.

Ah, sim, e como de praxe em todas as coletâneas, ela ainda vem com uma faixa inédita: "All The Roadrunning", gravada em duo com Emmylou Harris, promovendo um álbum que estes dois artistas lançarão em conjunto em 2006.

Interessante, mas muito pouco para quem quer conhecer a obra de um dos mais talentosos guitarristas e compositores da história do rock. Qualquer álbum do Dire Straits ou do Mark Knopfler já daria conta do recado.




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