Resenha - One Way Ticket To Hell And Back - Darkness
Postado em 03 de janeiro de 2006
Foi um longo e conturbado ano para os caras do The Darkness. O lançamento do segundo disco seria a prova de fogo da banda, ou talvez eles já tivessem passado por ela. Com a saída do baixista Frankie Poullain e constantes brigas entre os irmãos Hawkins o clima estava cada vez mais pesado.
Tudo dava a crer que a banda estava prestes a acabar, ainda mais quando Justin resolveu lançar um projeto solo. Mas não, a banda se superou, os irmãos voltaram às boas e o técnico de guitarras do Dan, Richie Edwards, passava a ser o novo baixista do The Darkness. Foi assim, nesse clima pesado, envolvendo drogas, brigas e separação que a banda trabalhou no seu novo disco, "One way ticket to hell... and back".

Já na primeira faixa, "One way ticket", que é também o primeiro single do álbum, o tema é pesado: cocaína. Segundo o vocal, Justin Hawkins, que passou por um tratamento para se livrar do vício, essa é uma música anti-drogas. E quanto ao som? A música ainda tem forte influência do álbum anterior, o aclamado "Permission to land", com um ótimo riff e refrão fácil, além de manter o bom humor de sempre.
Mas a partir da faixa 2, "Knockers", as coisas começam a mudar. Talvez o melhor refrão do disco e com um solo misturando piano e guitarra, dão até uma certa sutileza à música, mesmo com os agudos de Justin.
"Is it just me?", na minha opinião, é a música que mais se aproxima do álbum anterior. Essa faixa apresenta um riff legal, um refrão pegajoso e um ótimo solo, além, é claro, do romantismo na letra. Uma música que dificilmente não fará sucesso.

"Dinner lady arms" também tem um grande refrão e uma letra romântica, com um bom solo, além de ser calma e gostosa de ouvir. Outra música que não sai da cabeça.
Saindo de um roamantismo inocente para a grande balada do disco, "Seemed like a good idea at the time". Às vezes chega a ser piegas, mas não, acima de tudo é uma bela música. Com orquestra, piano, violão, essa faixa será provalvelmente um dos singles do disco e deve cair nas graças do público.
A próxima faixa, "Hazel eyes", música preferida de muitos fãs, mistura um belo arranjo no violão com uma forte influência escocesa , o que tem tudo a ver com a letra. Essa é uma das músicas preferidas também dos próprios caras da banda, e como Justin mesmo disse, nenhuma outra banda faria uma música como "Hazel eyes", só o Darkness.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | "Bald" deixa o disco um pouco mais pesado. Esse som fala sobre o medo da perda de cabelos e da virilidade sentido por qualquer rockstar, principalmente por Justin. Som pesado, letra angustiada, bons solos, excelente riff e refrão rasgado, bem a cara da banda.
De calvice à traição; "Girlfriend" é a música mais pop do disco, e fala sobre traição e amor. Que solo de guitarra que nada, são os sintetizadores de Justin que dão o rítimo. Nada mais pegajoso do que o refrão dessa faixa, que é animada e uma das melhores do álbum.
A seguir outra música com a cara do Darkness, outra que, segundo Justin, nenhuma outra banda faria igual: estou falando de "English country garden". Com um excelente solo, um belo riff no piano, além do refrão ser um dos mais legais do disco, pode-se dizer que essa música é simplesmente maravilhosa. Outro grande detalhe da música é que a letra é muito divertida.

Chegamos a última faixa do disco, e também a mais linda delas, "Blind man". Talvez a maior influência de Queen no álbum todo mas, mais do que isso, seria quase impossível imaginar que o Darkness faria uma música como essa, ou que qualquer outra banda possa fazer. A letra e a melodia são melancólicas, e o refrão é simplesmente lindo.
E é assim, ao som da bela "Blind man", que termina o curto disco produzido pelo lendário Roy Thomas Baker, um disco que tira o status de banda de Hard rock do Darkness e dá a eles o de ser simplesmente uma banda de rock, a única capaz de fazer algo tão bom quanto o "One way ticket to hell... and back".
1.One way ticket
2.Knockers
3.Is it just me?
4.Dinner lady arms
5.Seemed like a good idea at the time
6.Hazel eyes
7.Bald
8.Girlfriend
9.English country garden
10.Blind man

Lançado e distribuído por Atlantic Records e WEA, 2005
Produzido por Roy Thomas Baker
Justin Hawkins: vocais, guitarra principal, cítara, piano e sintetizadores.
Dan Hawkins: guitarra, backing vocals, baixo e percussão.
Richie Edwards: baixo e backing vocals
Ed Graham: bateria
Participação da Orquestra de Los Angeles, EUA.
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