Resenha - Execution - Tribuzy
Por Ricardo Seelig
Postado em 03 de setembro de 2005
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Renato Tribuzy é o escolhido. É impossível não pensar isso após ouvir um álbum tão empolgante quanto "Execution", estréia de seu projeto Tribuzy.
Antes de mais nada é preciso diferenciar o Tribuzy de projetos como o Avantasia, do vocalista do Edguy, Tobias Sammet. Enquanto este último se propôs a compor uma "metal opera", Tribuzy reuniu uma constelação de astros da música de várias partes do mundo e os colocou fazendo o que sabem fazer de melhor. Em "Execution" cada convidado coloca a sua identidade e a sua experiência em benefício do resultado final, que é absolutamente arrebatador.
A sonoridade apresentada no álbum nos remete direto aos anos oitenta, principalmente nos timbres da bateria. A parte musical pode ser classificada como uma mistura extremamente bem feita de metal tradicional com melódico, com passagens quebradas e riffs de guitarra que lembram o thrash metal americano daquela época.
O álbum abre em grande estilo com a faixa título, um dos maiores destaques do álbum, que vai do metal melódico até algumas passagens que beiram o progressivo. Ouvindo com atenção é possível perceber o cuidado com a produção e a concepção das músicas, com pequenos detalhes "perdidos" no meio do peso arregaçador apresentado durante toda a faixa.
"Forgotten Time" mantém o pique lá em cima, indo mais na linha do metal tradicional. "Divine Disgrace" começa mais calma, quase atmosférica, mas se revela pesadíssima e mostra todo o talento de Renato Tribuzy nos vocais.
Michael Kiske e Roland Grapow marcam presença na progressiva "Absolution", a faixa mais longa do álbum, com mais de nove minutos de duração. Sempre é bom ouvir a voz de Kiske, um dos maiores vocalistas da história do metal, mas aqui ele passa a sensação de estar meio displicente, apenas batendo o ponto, deixando a sensação, para quem conhece o seu trabalho e é seu fã, de que o resultado final poderia ser muito melhor. Já Grapow estraçalha nos solos, em uma grande atuação. Aliás, o guitarrista do Masterplan também marca presença em "Web Of Life", novamente com um solo inspirado.
Outro grande destaque do álbum é o cover de "Nature Of Evil", da banda alemã Sinner, com a participação do próprio Mat Sinner e de Ralph Scheepers, ambos do Primal Fear. Na minha opinião a versão do Tribuzy ficou muito melhor que a original, em uma versão contagiante.
Mas o grande destaque, como não poderia deixar de ser, é a participação de Bruce Dickinson em "Beast In The Light". É de arrepiar ouvir Dickinson e Tribuzy duelando em toda a faixa. Quando Bruca canta "I was the priest, i was the beast", é impossível não colocar um grande sorriso no rosto. Outro ponto alto da canção são as notas absurdamente altas alcançadas pelo vocalista do Iron Maiden no refrão da música, além da voz de Renato nesta canção, onde ele parece incorporar Rob Halford em vários momentos. "Beast In The Light" também apresenta um duelo empolgante entre Roy Z e Kiko Loureiro nos solos. Com certeza, a melhor faixa de um álbum repleto de grandes momentos.
Merece destaque também a bela iniciativa da Hellion Records, que lançou o álbum em uma caprichadíssima edição digipack digna de nota, além do excelente trabalho de Gustavo Sazes, responsável pela concepção visual do álbum.
Mas, sem sombra de dúvidas, o mérito maior do trabalho vai para Renato Tribuzy. O ex-vocalista do Thoten é o grande nome de "Execution", e não é qualquer um que consegue se destacar em um álbum que conta com nomes como Bruce Dickinson, Kiko Loureiro, Michael Kiske e outros. Autor de todas as faixas, ele nos entrega além de excelentes composições que desde já podem ser consideradas clássicas do metal brasileiro, linhas vocais originais e empolgantes, além de uma performance vocal que não fica devenda nada aos melhores vocalistas em atividade.
"Execution" entra fácil no top#5 dos melhores álbuns lançados em toda a história do heavy metal brasileiro, e merece destaque como um dos grandes álbuns de 2005 em todo o mundo.
Excelente !!!
Faixas:
01. Execution
02. Forgotten Time
03. The Attempt
04. Divine Disgrace
05. Absolution
06. Web Of Life
07. Nature Of Evil
08. Lake Of Sins
09. Beast In The Light
10. Agressive
Partipações especiais de Bruce Dickinson, Michael Kiske, Roland Grapow, Kiko Loureiro, Ralf Scheepers, Mat Sinner, Dennis Ward, Roy Z e Chris Dale.
Banda:
Renato Tribuzy - Vocais
Gustavo Silvera - Guitarra
Frank Schieber - Guitarra
Ivan Guilhon - Baixo
Flavio Pascarillo - Bateria
Produzido por Renato Tribuzy e mixado por Dennis Ward
http://www.tribuzy.com
http://www.hellionrecords.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Avenged Sevenfold reafirma em São Paulo porquê é a banda preferida entre os fãs
Rob Halford e Tom Morello deixam claro que o Judas Priest é, sim, uma banda política
A banda de metal progressivo mais popular da história, segundo baixista do Symphony X
Cinco clássicos do rock que você reconhece nos primeiros segundos e já sai cantando
A música que resume a essência do Metallica, segundo o Heavy Consequence
Dez clássicos do rock que viraram problema devido a alguma polêmica
A música dos Beatles que George Harrison chamou de "a mais bonita" que o grupo fez
A música do Black Sabbath que é o "marco zero" do thrash metal, segundo Andre Barcinski
Slash afirma que o show do Guns não é coreografado, e revela o que odeia fazer no palco
Um dos maiores sucessos dos Stones, descrito como "porcaria" por Keith Richards
Guitarrista da banda Crotch Rot é assassinado em bar de Curitiba
Gastão Moreira fala sobre Dream Theater; "a banda mais narcicista de todas"
O guitarrista que Eddie Van Halen admitiu que não conseguia "copiar"
As 10 tablaturas de guitarra do Iron Maiden mais acessadas na história do Ultimate Guitar
A melhor faixa do primeiro disco do Metallica, segundo o Heavy Consequence



CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


