Resenha - Thousand Ways To The Same Land - Lothlöryen
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 25 de setembro de 2003
Se o Brasil começou a virar uma parada obrigatória para grandes turnês de bandas internacionais, felizmente o cenário "interno" também começou a ser importante para nós brasileiros, nos últimos anos. É por isso que está cada vez maior (e sempre aumentando) o número de lançamentos de bandas nacionais e independentes, seja em CD’s mesmo ou em demos. De Minas Gerais vem o Lothlöryen, mais uma banda que poderá virar referência para o Brasil nos próximos anos. Isso porque a banda conseguiu lançar uma demo com uma produção aceitável, com uma capa e encarte bem feito, e o principal, com músicos que entendem bem do assunto: metal melódico.

Juntos apenas desde o início de 2002, Lenaldo Oliveira (vocal e guitarra), Wesley Soares (guitarra), Alessandro Nicolete (baixo) e Elias Oliveira (bateria) se concentraram muito para preparar boas composições, para que em menos de um ano esse material demo fosse gravado, porém lançado e divulgado só em 2003. Com influências de Gamma Ray, Helloween, Hammerfall e outras bandas tanto de melódico como de metal tradicional, o Lothlöryen entrou em estúdio e gravou seis músicas e mais uma introdução, formando assim "Thousand Ways to the Same Land". De quebra, a banda ainda contou com participações especiais, em especial Bruno Maia (do Tuatha de Danann) em alguns ‘backing’ vocais. As influências falam por si só, muitas passagens épicas e bem melodiosas formam o CD.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Se "Lothorien", a primeira música, é rápida, com bateria bem marcada e um refrão bem harmonioso, "Hear the Call Again" segue por um lado mais cadenciado e melódico, ficando com um aspecto muito interessante. "Neverland" também é um pouco mais cadenciada, mas esta sem deixar de marcar alguns riffs bem à lá Hammerfall, acertando novamente e criando mais outra música muito boa. Se a banda está criando sempre melodias cadenciadas, ao depararmos com "My Fairytale", faixa totalmente acústica, me pareceu algo normal para estar contido neste CD, ainda mais se levarmos à tona que a música ficou bastante bonita. Voltando ao peso está "There and Back Again", acho que a única música em que a banda não investe em melodias cadenciadas, por isso, um destaque a parte, especialmente se citarmos Bruno Maia (Tuatha) como vocalista principal nesta música. Se eu disser que é mais uma faixa boa, seria redundância, mas se eu não dizer isso seria ignorância. "Namarie"é para mim a melhor música de todas, novamente com melodias cadenciadas, mas esta com a melhor ‘performance’ do vocalista e maior doses de riffs pesados.
Dando uma atenção à produção final (mixagem – masterização), isso porque o CD parece ter ficado "digital" demais e um pouquinho abafado, o Lothlöryen está pronto para assinar com alguma gravadora e lançar de vez um ‘debut’, mesmo tendo nem dois anos de carreira. Aos interessados, saibam que o disco ainda conta com uma oitava faixa, uma bônus/surpresa para quem adquirir o CD.
Line-up:
Leonaldo Oliveira (vocal/guitarra);
Wesley Soares (guitarra);
Alessandro Nicolete (baixo);
Elias Oliveira (bateria).
Track-list:
01. Prolongue – Intro
02. Lothlorien
03. Hear the Call Again
04. Neverland
05. My Fairytale
06. There and Back Again
07. Namarie
Tempo total: 36:07
E-mail: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Pink Floyd lança a coletânea "8-Tracks", que reúne faixas gravadas nos anos 70
O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
Graspop Metal Meeting anuncia 152 atrações em 4 dias de festival
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
Deep Purple lança "Diablo", faixa de seu próximo disco de estúdio
10 músicas de metal internacional que estão na memória afetiva do brasileiro
Indio Solari, lenda do rock argentino, morre aos 77 anos
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
O guitarrista dos anos setenta que The Edge diz ter influenciado todo mundo
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
O disco punk clássico que Billie Joe Armstrong chamou de "um monte de merda"
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
As cinco músicas de "Load" que o Metallica mais tocou ao vivo
A sincera opinião de Lemmy Kilmister sobre Christina Aguilera
Site americano elege os maiores bateristas do rock progressivo de todos os tempos
Gloria: quanto a banda ganhou para tocar no Rock in Rio 2011 - e quanto sobrou


Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes

