Resenha - Vagrants - Time Curve Symmetry
Por Thiago Sarkis
Postado em 24 de janeiro de 2000
Vagrants (Time Curve Symmetry)
Site Oficial - http://tcs.free.fr
David (Vocais) --- Pierra (Guitarras) --- Laurent (Guitarras) --- Thomas (Baixo) --- Xavier (Teclados)
Darko (Bateria)
A França sempre teve tradição com bandas de rock progressivo. No entanto, no metal progressivo não acontece o mesmo. O estilo, que vem crescendo cada vez mais e conquistando fãs em todo o mundo, não tem muitos representantes de força na França. Poucas bandas, como o Dreamchild, ganharam destaque na mídia e tiveram, merecido reconhecimento, em outros países.
Parece que a coisa vai mudar. O Time Curve Symmetry vem com toda a força para mudar essa imagem não muito positiva do metal progressivo francês.
"Vagrants", o debute da banda, contém sete faixas, sendo que três delas (uma instrumental) não possuem nem nome e servem 'apenas' como uma introdução para outras músicas.
Várias coisas merecem destaque neste CD, porém, acredito que o grande 'lance' da banda esteja na variação de estilos e influências variadas dos músicos. Eles não saem do progressivo, mas colocam, com competência, elementos de thrash/death/funk/fusion nas composições, que surpreendem e fazem com que eu admire ainda mais o trabalho destes franceses.
Os 'temas' são criativos, originais e muito bem trabalhados. As composições lembram de muitas das 'criações' do Dream Theater, mas não entram em clichês, como vem acontecendo com várias bandas, que já estão sobre o 'rótulo' de "clones de Dream Theater". Eles não estão entre estes "clones". De maneira alguma. Eles têm um som único.
Muito peso nas guitarras, muito 'swing' no baixo e para completar, excelentes idéias do baterista Darko. O cara faz um trabalho impecável. É, realmente, criativo e conta com uma técnica bem avançada.
David Scheurer não impressiona nos vocais, como os outros integrantes em seus respectivos instrumentos, mas consegue variar bem seu vocal, vezes mais melódicos e em outros momentos bem agressivo, chegando ao thrash/death.
Agradar a todos é complicado, praticamente impossível, mas é interessante como essa banda tem composições que podem empolgar fãs de Atheist/Sadus e ao mesmo tempo, encantar fanáticos por Dream Theater ou Symphony X.
Eles ainda não ganharam espaço na mídia como seus conterrâneos do Dreamchild, mas têm tudo para tal. Ótimos músicos, excelentes composições, criatividade a toda prova. Precisa mais?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
Alex Skolnick e o estilo musical que nunca superou o rock: "Faltou apelo ao jovem"
A música que Lennon compôs durante seu "quase caso de amor" com um homem
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
O tipo de banda que Joey Ramone odiava; "toda esta merda de nova fórmula de rock"
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
System of a Down puxa coro contra o Oasis durante show em Londres
Jim Root explica semelhança do novo álbum do Slipknot com Pink Floyd
A frase dita por Brent Hinds em 2021 que ganhou outro significado após sua morte
Os dois Beatles que poderiam ter entrado nos Rolling Stones segundo Keith Richards
O melhor disco do Scorpions, segundo a Classic Rock
Bruce Dickinson: "Olhei para Paul Di'Anno e pensei que deveria estar lá!"
O que Pink Floyd quis dizer com 'Tired of lying in the sunshine' na letra de "Time"?
Motorhead: Nem queda de avião conseguia abalar a calma de Lemmy Kilmister

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



