O álbum onde os Rolling Stones perderam sua essência, segundo Keith Richards
Por André Garcia
Postado em 11 de junho de 2024
Durante os anos 60 os Rolling Stones surgiram e despontaram como um dos pouquíssimos capazes de bater de frente com os Beatles. Na década seguinte, eles fizeram ainda mais sucesso e gozaram do status de reis do rock n roll. Nos anos 80, entretanto, a coisa desandou para a banda, que se desgastou (internamente junto ao público) e passou por um hiato com o "divórcio" de Mick Jagger e Keith Richards e o embaraçoso fiasco de "Dirty Work" (1986).
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Foi só na década de 90 que eles foram se redimir com os fãs se reinventando com "Voodoo Lounge" (1994) e "Stripped" (1995). Só que no álbum seguinte, "Bridges to Babylon" (1997), segundo Keith Richards escreveu em sua autobiografia eles se reinventaram até de mais e perderam a essência:
"Quando cheguei a Los Angeles para trabalhar [no 'Bridges to Babylon'], descobri que [Mick Jagger] já tinha contratado quem ele bem tinha entendido sem me perguntar. O único problema é que nada daquilo funcionou. Eles não sabiam nem o que queriam! Não tinha consistência no que ele queria fazer; então, com tantos produtores e músicos diferentes (incluindo um total de oito baixistas) a situação ficou fora de controle."
Em seu lançamento, tanto os fãs quanto os críticos reconheceram os pontos altos de "Bridges to Babylon", mas ambos criticaram a falta de coesão e consistência do trabalho. Na época, Keith ainda resistia em reconhecer o fato:
"A coesão vem do fato de que essa banda é os Rolling Stones", brandou ele em entrevista para a Much Music. "De certa forma, não importa quão variado ou diversificado seja o material ou de onde venha a perspectiva, os Stones têm [sua marca registrada]. Isso fornece a 'cola'."
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