Resenha - Sirens - Astarte

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Por Ben Ami Scopinho
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E aqui temos uma raridade na cena black metal: uma banda totalmente formada por mulheres. Vindo da Grécia, o Astarte começou como uma típica banda do gênero, com músicas velozes, sujeira, blasfêmias e corpse painter. Os anos foram se passando, trocas de membros e uma maior preocupação com as estruturas das músicas, que foram se tornando mais complexas. E como não podia deixar de ser, a valorização da beleza tipicamente feminina em detrimento das antigas maquiagens obscuras.

E com isso o Astarte somente veio a conseguir um maior número de apreciadores de sua música. "Sirens" é seu quarto registro, trazendo a líder e única remanescente original Tristessa (voz, baixo, guitarras elétrica e acústica) e as novatas Hybris (guitarra) e Katharsis (teclados). Contam ainda com o competente Ivar como baterista de estúdio, que dá bastante impulso ao som da banda.

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O redirecionamento musical deste disco é bastante significativo, principalmente em relação aos teclados, que agora estão menos bombásticos, tendo os outros instrumentos em evidência e deixando a música bem mais pesada. Bastante variado e melodioso, as músicas oscilam entre a velocidade, cadência e climas mais melancólicos, sendo que a voz bastante ríspida de Tristessa se encaixou muito bem nestes caminhos adotados.

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Neste bom disco destaca-se a Infected Circles (OutbreaK), faixa de abertura com ótimo instrumental, a melodiosa e diferente "Lloth", com suas belas linhas de teclado. "Deviate" abrirá rodas em suas apresentações com sua cadência em alternância com velocidade. As presenças de Sakis (do conterrâneo Rotting Christ) e "Shagrath (Dimmu Borgir) nas respectivas "Oceanus Procellarum (Liquid Tomb)" e na estupenda "The Ring (Of Sorrow)" tornam o álbum ainda mais respeitável.

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Algo que merece ser citado é que, como um produto final, Sirens não soa o Black Metal de seus discos anteriores. É muito pesado e até mesmo extremo, mas falta algo que é fundamental a quem se propõe tocar black metal: o ódio e aquela frieza tão conhecida dos apreciadores do estilo. Mas de maneira alguma é um disco ruim, longe disso, pois possui momentos realmente inspirados e melodias muito fortes, sendo um álbum de grande valor se comparado com os trabalhos de outras que estão seguindo essa lado agressivo e melódico.

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ASTARTE – Sirens
2004 – Avantgarde Music – importado)

01. Dark Infected Circles (OutbreaK)
02. Black Mighty Gods
03. Lloth
04. Bitterness of Mortality (MecomaN)
05. Deviate
06. Oceanus Procellarum (Liquid Tomb)
07. The Ring (Of SorroW)
08. Twist, Nail, Torture
09. Sirens
10. Underwater Persephone

homepage: www.astarte-site.cjb.net




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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