Resenha - Inferno - Motorhead
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 18 de novembro de 2004
Todos já sabem o que esperar de Lemmy e Cia, pois Motörhead é uma das bandas mais puras e inalteradas (musicalmente falando, pois também teve lá suas trocas de integrantes...) do rock pesado. Inferno é o 25° álbum de sua discografia oficial, entre trabalhos de estúdio, ao vivos e coletâneas. O que dizer das canções destes caras? Obviamente a mesma coisa que faziam desde 76, mas com certeza Inferno é o melhor trabalho com a atual formação do Motörhead, a velha e inconfundível mistura de punk, metal e rock n´roll está perfeitamente "infernal" aqui, e já podem ter a certeza de que já é mais um clássico.

Além do trio Lemmy na voz e baixo, Philip Campbell nas excelentes guitarras, solando muito e Mikkey Dee que toca demais para os padrões do Motörhead, o disco ainda apresenta Steve Vai dividindo as guitarras com Phil nas faixas "Terminal Show" e "Down On Me".
As pesadíssimas "Fight", "Smiling Like A Killer", "Down On Me", a estupenda "In Name Of Tragedy" e "Killers" abrirão rodas de mosh enormes quando tocadas em qualquer lugar do mundo, tal a energia que estas músicas emanam. Outro grande destaque é o blues pesadão "Keys of The Kingdom", com suas passagens de cordas e um refrão mais que grudento.
E como nos últimos discos do Motörhead sempre vem uma canção que se distancia de sua sonoridade usual, desta vez a honra coube a "Whorehouse Blues", que fecha o álbum, sendo um blues acústico muito legal, que permite aos pobres ouvidos enfim dar uma descansada.
MOTORHEAD – Inferno
(2004 – Rock Brigade Records / Laser Company Records)
01. Terminal Show
02. Killers
03. In The Nake Of Tragedy
04. Suicide
05. Life’s A Bitch
06. Down On Me
07. In The Black
08. Fight
09. In The Years Of The Wolf
10. Keys To The Kingdom
11. Smiling Like A Killer
12. Whorehouse Blues
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