Matérias Mais Lidas

imagemA bizarra exigência de Ace Frehley para participar da última turnê do Kiss

imagemVital, o ex-Paralamas que virou nome de música e depois foi pro Heavy Metal

imagemMax Cavalera revela como "selou a paz" com Tom Araya, vocalista do Slayer

imagemO álbum do The Who que Roger Daltrey achou "uma m*rda completa

imagemEngenheiros do Hawaii e as tretas com Titãs, Lulu Santos, Lobão e outros

imagemPink Floyd: Suas 10 músicas mais subvalorizadas, segundo a What Culture

imagemPink Floyd: Gilmour nega alegação de Waters sobre "A Momentary Lapse of Reason"

imagem"Stranger Things" traz cena com "Master of Puppets", do Metallica

imagemRegis Tadeu explica porque Ximbinha é um dos melhores guitarristas do Brasil

imagemMax Cavalera diz quais foram os dois discos mais difíceis que já gravou

imagemLobão explica porquê todo sertanejo gostaria, no fundo, de ser roqueiro

imagemO grave problema do refrão de "Eagle Fly Free", segundo Fabio Lione

imagemAndreas Kisser conta quais os dez álbuns que mudaram a sua vida

imagemGregório Duvivier: "Perto de Chico Buarque, Bob Dylan é uma espécie de Renato Russo!"

imagemA opinião de Arnaldo Antunes sobre a competição interna que havia nos Titãs


Stamp

Resenha - Violent Mosh - Violator

Por Sílvio Costa
Em 13/08/04

Se você gosta de vocalizações suaves, emolduradas por melodias hipnóticas e uma atmosfera de paz e beleza, passe bem longe deste EP dos brasilienses do Violator. Agora se o seu negócio é bangear loucamente ao som de guitarras distorcidas até o talo, berros enlouquecidos e uma batida rápida e insana, então corra atrás de Violent Mosh. O Violator conseguiu mesclar diversas influências do thrash da década de 80, num trabalho que transborda qualidade e explode em fúria e competência pelos alto-falantes. Embora a referência mais imediata sejam os trabalhos mais antigos do Slayer, é possível encontrar muito do som do Destruction, Kreator e de toda aquela velha escola européia de thrash. Infelizmente o disco é curto, mas oferece combustível suficiente para alguns momentos de puro banging e muita adrenalina metálica.

O Violator é prova de que o thash ainda tem muito o que crescer, dando um sonoro tapa na cara daqueles que achavam que o furor dos anos 80 havia sido aplacado. Ouça faixas como "Thrash Maniacs" ou "Artillery Attack" e comprove isto. Mesmo em passagens cadenciadas, como acontece em "The Shadow of Death", não há espaço para nada que afaste muito o som do bom e velho thrash. As alternâncias nos solos de Juan Lerda e Pedro Dias vão fazer a alegria dos fãs do velho Slayer e a precisão do baterista David Araya é de impressionar. Pedro Arcanjo, responsável pelo baixo e pelos enlouquecidos vocais, também dá show aqui, transmitindo a raiva contida nas seis faixas de Violent Mosh.

O Violator não entrou na onda de "modernizar" o som, como algumas bandas têm feito ultimamente, transformando aquilo que seria um revival da Bay Area num amontoado de referências inconsistentes, resultando num som sem forma e sem pegada. Não existem elementos "modernos" em Violent Mosh, embora isto não queira dizer que o som do quarteto candango é datado. É apenas um som honesto, feito para agradar os headbangers, sem preocupações com a posição nos charts ou quantas vezes o video promocional vai ser transmitido na TV.

A qualidade da gravação não compromete o trabalho. A produção é limpa e valoriza os elementos mais característicos do estilo. A timbragem dos instrumentos beira a perfeiçãoe o resultado final está muito acima daquilo que a gente costuma esperar de uma banda que está dando os primeiros passos sem a estrutura de um grande selo para bancar a produção e o lançamento do trabalho. Por isso, louve-se o trabalho da Kill Again records, mas, principalmente a garra demonstrada pelo Violator. Violent Mosh é obrigatório para os fãs da boa música pesada, feita com honestidade e talento.

Tracklist:
01. Let the violation begin
02. Thrash maniacs
03. Artillery attack
04. The plague never dies
05. The shadow of death (bonus track)
06. Killer instinct (bonus track)

Contatos:
Banda
Site: www.violator.dk3.com
E-mail: [email protected]
Endereço: SQN 214 Bloco K Apto. 307 - Brasília - DF
CEP 70873-110

Kill Again Records
Site: www.metalblood.hpg.com.br
Endereço: QNP 30 Conjunto "O" Casa 2 - Setor P Sul - DF
CEP 72236-015


Outras resenhas de Violent Mosh - Violator

Resenha - Violent Mosh - Violator

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Airbourne 2022
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Thrash Metal: 10 novas promessas - incluindo uma brasileira



Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

Mais matérias de Sílvio Costa.