Resenha - Violent Mosh - Violator

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Sílvio Costa
Enviar Correções  


Se você gosta de vocalizações suaves, emolduradas por melodias hipnóticas e uma atmosfera de paz e beleza, passe bem longe deste EP dos brasilienses do Violator. Agora se o seu negócio é bangear loucamente ao som de guitarras distorcidas até o talo, berros enlouquecidos e uma batida rápida e insana, então corra atrás de Violent Mosh. O Violator conseguiu mesclar diversas influências do thrash da década de 80, num trabalho que transborda qualidade e explode em fúria e competência pelos alto-falantes. Embora a referência mais imediata sejam os trabalhos mais antigos do Slayer, é possível encontrar muito do som do Destruction, Kreator e de toda aquela velha escola européia de thrash. Infelizmente o disco é curto, mas oferece combustível suficiente para alguns momentos de puro banging e muita adrenalina metálica.

publicidade

O Violator é prova de que o thash ainda tem muito o que crescer, dando um sonoro tapa na cara daqueles que achavam que o furor dos anos 80 havia sido aplacado. Ouça faixas como "Thrash Maniacs" ou "Artillery Attack" e comprove isto. Mesmo em passagens cadenciadas, como acontece em "The Shadow of Death", não há espaço para nada que afaste muito o som do bom e velho thrash. As alternâncias nos solos de Juan Lerda e Pedro Dias vão fazer a alegria dos fãs do velho Slayer e a precisão do baterista David Araya é de impressionar. Pedro Arcanjo, responsável pelo baixo e pelos enlouquecidos vocais, também dá show aqui, transmitindo a raiva contida nas seis faixas de Violent Mosh.

publicidade

O Violator não entrou na onda de "modernizar" o som, como algumas bandas têm feito ultimamente, transformando aquilo que seria um revival da Bay Area num amontoado de referências inconsistentes, resultando num som sem forma e sem pegada. Não existem elementos "modernos" em Violent Mosh, embora isto não queira dizer que o som do quarteto candango é datado. É apenas um som honesto, feito para agradar os headbangers, sem preocupações com a posição nos charts ou quantas vezes o video promocional vai ser transmitido na TV.

publicidade

A qualidade da gravação não compromete o trabalho. A produção é limpa e valoriza os elementos mais característicos do estilo. A timbragem dos instrumentos beira a perfeiçãoe o resultado final está muito acima daquilo que a gente costuma esperar de uma banda que está dando os primeiros passos sem a estrutura de um grande selo para bancar a produção e o lançamento do trabalho. Por isso, louve-se o trabalho da Kill Again records, mas, principalmente a garra demonstrada pelo Violator. Violent Mosh é obrigatório para os fãs da boa música pesada, feita com honestidade e talento.

publicidade

Tracklist:
01. Let the violation begin
02. Thrash maniacs
03. Artillery attack
04. The plague never dies
05. The shadow of death (bonus track)
06. Killer instinct (bonus track)

Contatos:
Banda
Site: www.violator.dk3.com
E-mail: [email protected]
Endereço: SQN 214 Bloco K Apto. 307 - Brasília - DF
CEP 70873-110

Kill Again Records
Site: www.metalblood.hpg.com.br
Endereço: QNP 30 Conjunto "O" Casa 2 - Setor P Sul - DF
CEP 72236-015

publicidade


Outras resenhas de Violent Mosh - Violator

Resenha - Violent Mosh - Violator



Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Mad Max: inspirando W.A.S.P., Violator, Biohazard e outrosMad Max
Inspirando W.A.S.P., Violator, Biohazard e outros

Thrash Metal: 10 novas promessas - incluindo uma brasileiraThrash Metal
10 novas promessas - incluindo uma brasileira


G.G. Allin: o extremo dos extremosG.G. Allin
O extremo dos extremos

Rob Halford: Ninguém escolhe ser GayRob Halford
"Ninguém escolhe ser Gay"


Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

Mais matérias de Sílvio Costa no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin