Resenha - Turn On The Bright Lights - Interpol
Por Éder Kichler (Dying Days)
Postado em 26 de março de 2004
Antes de mais nada, gostaria de dizer que adoro o trabalho de contra-baixo desse álbum. Nada particularmente complexo, tecnicamente falando, mas de uma vivacidade difícil de se encontrar em bandas de rock. O instrumento aqui não fica intimidado com as guitarras e nem é subjugado por elas, muito pelo contrário: as guitarras repetitivas permitem terreno para o baixista trabalhar suas linhas melódicas e pulsantes com tranquilidade.

Isso pode ser melhor constatado nas músicas Obstacle 1, PDA e, principalmente, The New. Nessa última, o instrumento dá um tempero essencial a uma música que, com uma linha de baixo medíocre, perderia muito de sua graça (sem desmerecer as ressonantes guitarras, que dão um show de melodia). Junte ao baixo a bateria competente e adequada ao estilo e temos então uma ótima base.
As guitarras. São duas. Duas guitarras muito bem utilizadas. Você dificilmente vai ouvir as duas guitarras fazendo exatamente a mesma coisa. Uma complementa a outra de maneira soberba, e muitas vezes você vai ficar sem saber qual é a solo e qual a rítmica. As distorções geralmente são baixas, resultando em timbres límpidos, ressaltados de vez em quando por um efeito aqui ou ali. O vocalista Paul Banks, que se encarrega também de uma das guitarras, tem uma excelente performance com seu vocal emocionado e grave, o que não o impede de soltar uns belos falsetos de vez em quando, notadamente no emocionante final de Obstacle 1. Há também a presença de um discreto sintetizador em algumas faixas, que contrubui com a atmosfera que procuram criar em cada uma dessas músicas. No final, cada elemento da banda realiza seu trabalho de forma excepcional, e o conjunto de todos eles não pode resultar em algo menos que notável.
As faixas do disco dividem-se basicamente em músicas sombrias que puxam para um lado mais melancólico, e músicas com batidas mais agitadas, mas sem deixar de lado o ar sombrio que permeia todo o álbum. Não raramente, esses dois extremos (melancolia e agitação) aparecem dentro de uma mesma música. Na primeira "categoria" eu colocaria as músicas Untitled, NYC, Hands Away, The New e, o que considero o grande destaque desse grupo, Leif Erikson: uma composição belíssima, que vai ficando cada vez melhor e mais emocionante a medida que ela vai progredindo. Na segunda "categoria", coloco Obstacle 1 (provavelmente a melhor do disco), PDA, Say Hello To the Angels (a mais "animadinha"), Obstacle 2 (que aparentemente não tem conexão com a número 1), Stella Was a Race Car Driver e Roland. Apesar de eu fazer essa divisão, acho que cada música tem uma personalidade e clima bem próprios, diferentes texturas dentro de um mesmo tecido.
Isto é Turn On The Bright Light, o LP de estréia dessa promissora banda intitulada Interpol.
Outras resenhas de Turn On The Bright Lights - Interpol
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Angus Young chamou de "Led Zeppelin de pobre"
Foo Fighters abrirá show do AC/DC logo após o Rock in Rio
Connie Burton, irmã de Cliff Burton (Metallica), morre aos 66 anos
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Papangu aparece na lista de melhores discos de 2026 da Metal Hammer
Quando Andre Matos quase morreu afogado e precisou ser resgatado de helicóptero
O lendário Rockstar que já foi babá de Keanu Reeves
As 10 músicas mais rápidas do Metallica pela média de batidas por minuto
A música do Foo Fighters que Dave Grohl parou de tocar por causa dos fãs
As duas faixas do "The Number of the Beast" que Bruce Dickinson e Steve Harris detestam
O guitarrista que Angus Young acha muito melhor que Eric Clapton
A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
As 4 melhores músicas do The Who segundo seu principal compositor, Pete Townshend
Accept procurou Udo Dirkschneider para o disco de 50 anos e não obteve resposta
Children of Bodom é anunciado como atração do Summer Breeze 2027
Slash: Um dia Michael Jackson ficou puto com ele?
Black Sabbath: avó de Iommi era brasileira e pais eram católicos
James Hetfield: "Você não iria gostar de mim se soubesse minha história"


Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



