Resenha - Music That Died Alone - Tangent
Por Ricardo
Postado em 28 de janeiro de 2004
O renascimento musical!!! Bem, antes de me alongar, devo começar, dizendo que o cenário do rock progressivo atualmente se encontra numa séria deficiência criativa, visto os últimos trabalhos do Dream Theater, Planet X e algumas outras bandas. Porém sempre há aqueles que nos reservam boas surpresas de tempos em tempos. É o caso do King Crimson, com "The Power To Believe", excelente do início ao fim, ou do Magellan, com "Impossible Figures", uma obra-prima, quem tiver a chance, ouça, ou mesmo do O.S.I., com o excelente "Office Of Strategic Influence". E, definitivamente, é o caso do The Tangent, e seu disco de estréia, "The Music That Died Alone".

Porém, apesar do título do disco, a música contida nele está longe de morrer sozinha! A banda-projeto é formada pelos Flower Kings Roine Stolt (guitarra/vocal, também do Transatlantic), Jonas Reingold (baixo) e Zoltan Csórsz (bateria), o ex-Van der Graaf Generator, David Jackson (sax) e os integrantes do Parallel or 90 Degrees, Andy Tillyson (teclado/vocal), Sam Baine (teclado) e Guy Manning (guitarra). Essa é a seleção vencedora dessa mais do que obra-prima.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Misturando influências do rock progressivo, cavucando na praia de bandas como Yes, Pink Floyd, e ao mesmo tempo misturando influências do jazz modal e influências latinas como Carlos Santana e a nossa boa e querida MPB (olha onde os caras vieram buscar influências!), este é um trabalho enxuto, riquíssimo em detalhes e beleza harmônica, executado por músicos do mais alto calibre.
É basicamente, um trabalho conceitual, formado de três suítes e uma faixa individual. Aí vai a análise separada de cada uma delas:
I. In Darkest Dreams
1. Prelude - Time for You
2. Night Terrors
3. The Midnight Watershed
4. In Dark Dreams
5. The Half-light Watershed
6. On Returning
7. A Sax in the Dark
8. Night Terrors Reprise
Esta primeira suíte de oito partes, com aproximadamente 19:55 min, que já abre com uma intro de teclados matadora em "Prelude - Time For You", conta com claras influências do Yes (principalmente em "Night Terrors" e "The Midnight Watershed") com muito groove, linhas de teclados bem executadas, muitas referências à música jazz, como em "The Midnight Watershed" e "In Dark Dreams", misturado com influências de Pink Floyd, linhas de baixo fretless, sax e violão belíssimas em "A Sax In The Dark" (Kenny G?), e "Night Terrors Reprise", fechando essa primeira suíte com chave de ouro, e belíssimo coro vocal.
II. The Canterbury Sequence
9. Cantermemorabilia
10. Chaos at the Greasy Spoon
11. Captain Manning's Mandolin
Segunda suíte, com aproximadamente 8:03 min, já abre em "Cantermemorabilia" com claríssimas influências de nossa MPB, com belíssimos coros vocais que me lembram Os Cariocas e uma harmonização bem jazz-bossa, com flauta, baixo e bateria primorosos! As influências de Santana são claríssimas a partir de "Chaos at the Greasy Spoon", frisando bem o jazz primoroso, executado nos teclados. Uma passagem meio fora dos padrões nos leva a navegar pelo mar harmônico de "Captain Manning's Mandolin", com guitarra primorosa e teclados tecendo um clima bem viajante e latino.
III. 12. Up-Hill From Here
Essa faixa individual de 7:10 min, nos leva novamente a cavocar na praia do rock progressivo do Flower Kings, com pitadas de Pink Floyd e mais velocidade e ritmo, com um show de cada músico, realmente um primor! Quem é fã de prog não pode deixar de conferir! Virtuosismo e feeling aplicados na medida certa fazem com que essa música soe extremamente agradável, acessível, poderosa, e não uma coisa maçante, com virtuosismos exagerados ou passagens deslocadas. Resumindo, um som espetacular, do começo ao fim!
IV. The Music That Died Alone
13. A Serenade
14. Playing On...
15. Pre-History
16. Reprise
A última suíte do disco, a título, de aproximadamente 9:45 min, já começa bem com uma belíssima intro de piano em "A Serenade". Vai tocar bem assim, lá longe!!! Simplesmente um deleite sonoro! Segue a linda e introspectiva "Playing On...", a ótima "Pre-History", um jazz-rock extremamente bem executado e de um raríssimo bom gosto, e para encerrar esta suíte e o disco, a linda e ótima "Reprise". Chave de ouro é pouco para essa pérola!
Resumindo, "The Music That Died Alone" já pode ser considerado como o lançamento prog do ano, um clássico imediato, que nos brinda com músicos excelentes, e músicas ídem, um trabalho realmente para quem gosta de música rica, inovadora e bem feita. Nota mil para esse projeto. Tomara que os caras pensem em um segundo disco. Se você é fã de prog, ou simplesmente boia no estilo, não tem problema, pegue esse clássico imediato de qualquer maneira! Você não vai se arrepender!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Show do Iron Maiden em Curitiba é oficialmente confirmado
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Primavera Sound Brasil divulga seu Line-up para 2026
Dennis Stratton diz que sentiu pena de Blaze Bayley ao assistir documentário do Iron Maiden
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
Site diz que Slayer deve fechar tour pela América do Sul ainda em 2026
O álbum dos anos 1980 que define o heavy metal, segundo Zakk Wylde
O guitarrista que poderia ensinar Slash a fazer um solo decente, segundo Sérgio Martins
Quando o Deep Purple substituiu Ritchie Blackmore por um cantor de baladas
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Atual guitarrista considera "Smoke on the Water" a música mais difícil do Deep Purple
A música em que Brian May percebeu que o Queen podia criar as próprias regras
Eric Clapton elege o melhor baterista que existe, mas muitos nem sabem que ele toca
A banda dos anos 80 que Ozzy até gostava, mas ouviu tanto que passou a odiar
Kam Lee (Massacre, ex-Death) será o vocalista do Benediction no show em São Paulo
A banda liderada por mulheres que foi "o Led Zeppelin americano" segundo Chris Cornell
Fã pede música rara para o Metallica, banda responde no TikTok que ela "não é boa"
A banda amada por milhões que para Lemmy é "uma porcaria" se comparada com os Beatles

Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark
