Resenha - Fireworks - Angra
Por Pedro Carvalho
Postado em 26 de novembro de 2003
Após a explosão que foi o Angra com os álbuns Angels Cry (1993) e Holy Land (1996), era hora de lançar um terceiro álbum de estúdio. A banda queria fazer algo diferente do que já tinha feito em sete anos de carreira. Então veio a idéia de lançar um álbum menos progressivo e melódico, como foi o Holy Land, e sendo mais direto, agressivo e, sobretudo, pesado, mas sem deixar de lado o conceito criado no início da banda. Dessa idéia foi lançado o fantástico álbum Fireworks, no qual eu, grande fã do Angra, considero o melhor trabalho que eles já fizeram em estúdio.
Fireworks foi lançado em 1998 e é o álbum mais diferente do Angra. Como ele é muito difícil de ser encontrado no Brasil, poucos fãs já tiveram a oportunidade de escutá-lo. O engraçado é que você pode encontrar Angels Cry, Holy Land e Rebirth em qualquer esquina. Há pessoas que quando escutam o Fireworks pela primeira vez, já conhecendo os outros álbuns, não acreditam que é o mesmo Angra que contribuiu com o Metal Melódico com músicas como Carry On, Angels Cry, Nothing To Say, Make Believe, Z.I.T.O., Nova Era, Rebirth, entre outras. Detalhe: Fireworks é o único dos quatro álbuns de estúdio da banda que não possui introdução, como se a banda fosse dizer ao ouvinte: "Vamos logo ao que interessa." Então vamos às músicas:
01 – Wings Of Reality – uma música de abertura excelente que mistura tudo o que o Angra já fez nos dois álbuns anteriores. Possui partes pesadas e clássicas, sem contar o solo que faz a música criar vida, logo no início, e os poderosos vocais de André Matos. Nota: 09.
02 – Petrified Eyes – seu início parece um blues um pouco mais agitado e logo após a pauleira começa a rolar. Destaque para todos os músicos. Nota: 09.
03 – Lisbon – um clássico da banda porém esquecido por muitos. É uma das músicas mais lindas da carreira da banda. Basta escutar essa música uma vez na sua vida e você nunca mais irá se esquecer da clássica introdução que ela possui. Apesar do André não forçar muito o vocal nela, é uma balada excelente. Nota: 10.
04 – Metal Icarus – agora sim! Minha música preferida do álbum, que por sinal está entre as cinco músicas de toda a carreira do Angra que mais gosto. Tem um refrão poderosíssimo, no qual Matos arrebenta a goela de tanto gritar, um vocal perfeito. Coitado do cara que for tentar cantar esse refrão! Mais destaques para as potentes guitarras de Kiko e Rafael. Nota: 10.
05 – Paradise – música para dar um equilíbrio ao álbum, sendo mais lenta mas nunca deixando de manter o peso. Também é a música mais longa do álbum. Nota: 08.
06 – Mystery Machine – essa se destaca pelos perfeitos riffs de guitarra. Enfim, uma música legal. Nota: 08.
07 – Fireworks – começa lenta, tem um pouco de rapidez no meio e torna a ser lenta de novo no final. Considero essa faixa-título a pior música do álbum, assim como considero a música Holy Land a pior do álbum de mesmo nome, mas não tenho nada contra, apenas acho-as menos legais. Nota: 07.
08 – Extreme Dream – essa também fica a cargo dos riffs de guitarra, outra música boa. Nota: 08.
09 – Gentle Change – outra das melhores do álbum. É uma música no mesmo estilo daquelas que ocuparam o álbum Holy Land, possuindo percussões que só os brasileiros conhecem. Uma música maravilhosa, que fala de tristeza e despedida. Perfeita. Nota: 10.
10 – Speed – não tinha como não encerrar o álbum se não fosse com uma música agressiva, rápida e contagiante. Speed é tudo isso. Ela também contribui para o Fireworks ser o álbum mais diferente, porque além dele não possuir introdução, também é o único a ser finalizado com uma música de peso e rapidez, na qual todos os músicos quebram o pau no final. Nota: 09.
O Fireworks foi o último trabalho do Angra com a formação original. Na minha opinião, se o Angra tivesse acado por aí, este seria sem dúvida um álbum perfeito para fechar a carreira desta banda perfeita. Nota final: 10!
Outras resenhas de Fireworks - Angra
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
A música que Regis Tadeu mandaria ao espaço para representar o melhor da humanidade
As 5 músicas pesadas preferidas de Mille Petrozza, frontman do Kreator
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
O álbum do Aerosmith que deveria marcar um retorno importante, mas deixou a desejar
O álbum do Pink Floyd que Roger Waters achava que só ele poderia conduzir
Evanescence lança vídeo oficial da música "Who Will You Follow"
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Membros do Angra e Korn jogam tênis na casa de Ronaldo Fenômeno: "Quão doido é isso?"
O disco do Metallica que transformou Lars Ulrich em inimigo eterno
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour


A troca de afagos entre Kiko Loureiro e Angra nas redes sociais: "Agora eu quero mais"
Alirio Netto prestigia show do Dream Theater e tira fotos com integrantes da banda
A redação de Kiko Loureiro que fez mãe chorar e escola achar que ele precisava de psicólogo
Ricardo Confessori compara Angra e Shaman: "A gente nunca tinha visto entrar dinheiro assim"
Luis Mariutti participará de show que Angra fará em celebração a "Holy Land"
Edu Falaschi confirma membros do Angra e Fleshgod Apocalypse em show de São Paulo
Angra era hippie e Megadeth era focado em riffs, explica Kiko Loureiro
Angra celebrará 30 anos de Holy Land com show em Porto Alegre em setembro
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível


