Angra: "Fireworks" é um disco bastante maduro e bem trabalhado
Resenha - Fireworks - Angra
Por Leandro Fernandes
Postado em 02 de fevereiro de 2014
Nota: 10 ![]()
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Algo que já era "previsto" pelo membros da banda, Fireworks foi uma despedida com a formação clássica da banda.
Muito foi dito sobre concordar com isso, discordar com aquilo. Mas não se pode questionar e tentar apontar o dedo para os membros, pois entrosamento e profissionalismo não faltaram na produção e finalização desse disco, podem não ter sido dos mais amigáveis, mas o resultado foi genial.
Fireworks é um disco bastante maduro e bem trabalhado. Hoje se tornou um grande clássico, um disco que toda vez que escutado, lembrará sempre os bons tempos da banda. Falando sobre as músicas, o disco começa de maneira diferente, pois a banda tinha o costume de sempre utilizar introduções e em Fireworks foi diferente, a primeira faixa Wings of Reality chega com força total, com solos de guitarra, viradas de bateria até a entrada da potente voz de Andre Matos, que mostra o quanto havia evoluído, mostrando realmente porque canta.
Pretified Eyes começa lenta, com um tranquilo solo de guitarra, acompanhado de dois grandes "cozinheiros" Luiz Mariutti e Ricardo Confessori (baixo e bateria), com um entrosamento memorável em todo o disco, música que ganha força com a voz de Andre que a usa sem medo. Lisbon, se tornou o single do disco, que até hoje é presença confirmada nos sets ao vivo da banda, é uma música mais calma, tendo em seu refrão um forte peso das guitarras e bateria, a mesma termina com um lindo solo de guitarra. Metal Icarus é veloz do início ao fim, um show a parte é a bateria de confessori, que não para nenhum segundo e os agudos de Andre Matos que deixam qualquer um anestesiado.
Paradise é uma música básica, boa e ao mesmo tempo técnica, mas sem perder a essência do disco coisa que se repete com Mystery Machine que vem com a mesma pegada. A faixa título, Firewoks entra um pouco mais tranquila em relação as anteriores, é marcante e tem uma bela letra que retrata a união e o amor. Extreme Dream, volta com peso e velocidade contidos no disco, com um belo riff de guitarra e ótimas viradas de Confessori.
Gentle Change remete um pouco a fase "Holy Land", sendo a mais calma do disco, onde percebemos o uso de percussões e com um ritmo nativo, coisa que sempre foi marca registrada no Angra. Finalizando o disco, com uma das mais perfeitas e completas músicas da banda, o próprio nome já diz tudo: Speed, veloz, contagiante, pesada e muito bem trabalhada do começo ao fim, mostrando a força e o talento que o quinteto sempre teve. Por ser o último disco com a formação clássica da banda, se torna saudoso e especial.
Músicas:
1 - Wings Of Reality
2 - Petrified Eyes
3 - Lisbon
4 - Metal Icarus
5 - Paradise
6 - Mystery Machine
7 - Fireworks
8 - Extreme Dream
9 - Gentle Change
10 - Speed
Membros:
Andre Matos - vocal, piano, teclados
Kiko Loureiro - guitarra
Rafael Bittencourt - guitarra
Luis Mariutti - baixo
Ricardo Confessori - bateria
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