Resenha - Fireworks - Angra

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Maurício Gomes Angelo
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Fraco. Insosso. Irregular. Desprezível. Medonho. Eu não sei como um ser humano em são estado de consciência e com todos os seus sentidos em perfeito estado pode proferir essas palavras a respeito do álbum “Fireworks”. Sem as firulas, a leveza e batucadas do seu antecessor (“Holy Land”), este cd se mostra muito mais conciso.
1124 acessosAngra: discografia de volta ao Spotify5000 acessosAnthrax: Scott Ian apresenta a solução para o Phil Anselmo

A opção da banda fica clara logo ao se apertar “play”. Este é o único cd do Angra (até agora) que não possui uma introdução. É o mesmo Angra melódico e com influências clássicas de antes, mas muito mais direto, preciso, pesado e arrebatador.

Só para começar, “Fireworks” tem o melhor trabalho de guitarras de todos os cds do Angra. Solos inimagináveis de serem alcançados por mãos humanas e muito mais riffs (como prova “Extreme Dream”) do que qualquer coisa feita antes. As guitarras estão bem altas, deixando transparecer toda a técnica e talento de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.

“Metal Icarus” é o melhor exemplo disso. Solos, riffs, transposições, passagens clássicas, duetos... o trampo de guitarras mais perfeito, pesado e convincente de toda a história da banda.

André Mattos resolve mostrar todo o poder de sua voz. Menos melódico, mais agressivo e pesado, demonstra que canta do jeito que quiser, e que é sim, facilmente, um dos melhores do mundo, além de colocar sentimento e melodia na dose certa. Fora o seu vocal de dar orgulho a qualquer patriota, suas letras inteligentes e poéticas dão vazão aos nossos sentimentos mais profundos.

Ricardo Confessori finalmente mostra tudo o que sabe tocar. Faz a bateria obter posição de destaque em algumas músicas e Luís Mariutti completa perfeita e brilhantemente uma das melhores cozinhas de todos os tempos do metal nacional.

Parece clichê, mas destacar alguma música beira a injustiça, visto que este cd é perfeito do início ao fim. De ruim aqui só o que iria acontecer após seu lançamento.

Mas sempre temos aquelas que se tornam clássicos, que ficam na nossa memória e que fazem você ter certeza de que o metal é a melhor coisa do mundo (ou quase isso). Destaco: “Wings of Reality” (uma reunião de todos os ingredientes que o Angra utiliza), “Lisbon” (balada clássica e tocante), “Metal Icarus” (preciso falar mais alguma coisa dela?), os convincentes riffs e o clima “up” de “Mystery Machine”, e a paradisíaca “Gentle Change”.

Algumas músicas ficaram mais longas, mas felizmente não cansam. São 57 minutos e meio num show de um metal melódico, de feeling, de técnica, de peso, de belos arranjos que se diferenciam das outras bandas da mesma linha existentes.

Após o lançamento, a imprensa fez coro, falou tudo que podia e que não podia a respeito, detonou sem pudor, a banda caiu em desgraça, problemas de relacionamento e a conseqüente dissolução. Não vejo o porque.

Ouviu falar mal da produção? Ela não está límpida e cristalina como de costume, mas Chris Tsangarides fez um belo trabalho e ainda ajudou na composição de algumas músicas. Todos os instrumentos ficaram muito claros, com voz e guitarras em destaques e o clima mais denso empregado, julgo eu, propositadamente.

Este é o Angra: uma banda de músicos extremamente competentes, experientes, que têm inteligência, técnica e carisma. Uma banda que se destaca no meio metálico mundial justamente por se diferenciar, por buscar novos caminhos, novos rumos, novos experimentos, e novos destinos para a música. Este é o Angra, um dos maiores orgulhos do metal brasileiro de todos os tempos.

5000 acessosQuer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Outras resenhas de Fireworks - Angra

2512 acessosAngra: "Fireworks" é um disco bastante maduro e bem trabalhado5000 acessosAngra: "Fireworks" - controverso, agressivo e arrebatador4758 acessosResenha - Fireworks - Angra5000 acessosTradução - Fireworks - Angra

AngraAngra
Veja Rafael "ensinando" Valverde a tocar bateria

1124 acessosAngra: discografia de volta ao Spotify1291 acessosAngra e Hangar: Fábio Laguna conta como entrou nas bandas2421 acessosAngra: "reunião" durante aniversário de Paulo Baron, veja vídeo641 acessosBruno Sa: comenta a morte de Paul O'Neill e relembra audição1078 acessosAquiles Priester: No lugar onde montou a sua primeira bateria0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Angra"

AngraAngra
Carta aberta de Edu Falaschi sobre a sua saída da banda

Kiko LoureiroKiko Loureiro
"O Megadeth percebe o que trago da experiência do Angra"

Separados no nascimentoSeparados no nascimento
Edu Falaschi e Luciano Huck

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Angra"

AnthraxAnthrax
Scott Ian apresenta a solução para o Phil Anselmo

SlayerSlayer
Kerry King explica como se deve balançar a cabeça

AC/DCAC/DC
Axl foi mal no ensaio, mas banda teve paciência

5000 acessosNirvana: Polícia de Seattle libera novas fotos do corpo de Cobain5000 acessosSeparados no nascimento: Ronnie James Dio e Roberto Carlos5000 acessosThe Beatles: John quis Eric Clapton no lugar de George5000 acessosAC/DC - o dia em que a comunidade do Rock 'n Roll ficou abalada5000 acessosFrank Zappa: downloads contra a pirataria... em 19893084 acessosDeath/Black Metal: logos podem ser usados como captchas?

Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online