Resenha - Argus - Wishbone Ash
Por Raul Branco
Postado em 26 de janeiro de 2000
Andy Powell (guitarra), Ted Turner (guitarra), Martin Turner (baixo) e Steve Upton (bateria), entraram em estúdio em 1972 para gravar seu terceiro álbum, produzido por Derek Lawrence. O resultado foi uma das mais aplaudidas e reconhecidas obras do rock: "Argus".

Merecidamente incensado pela crítica à de seu lançamento época (foi eleito o Melhor Disco do Ano pela Melody Maker), "Argus" definiu o estilo twin guitars, onde ambos os guitarristas são solistas, revezando e entrelaçando seus solos em todas as faixas. Por mais interessante que seja a cozinha Turner/Upton, é nas guitarras e na qualidade excepcional das canções escritas para esse disco que repousam a força e contemporaneidade do álbum. Ainda hoje, para qualquer guitarrista, "Argus" tem um frescor surpreendente.
Alguns criticam a duração de algumas faixas, que poderiam dizer a mesma coisa em menor tempo mas, se quem ouve atentamente, percebe que essa afirmação é um pouco leviana. Os solos são tão fluentes, tão claros e tão criativos que não se pode imaginar outra versão das músicas.
A primeira faixa é "Time Was", onde o solista principal é Andy Powell. Completavam o lado A do Lp "Sometime World", que começa suavemente e ganha um peso descomunal em seu desdobramento e "Blowin’ Free", provavelmente a música mais conhecida do disco. O lado B, com guitarras mais pesadas, trazia com a apocalíptica "The King Will Come", a fluidez melodiosa de "Leaf and Stream", o peso de "Warrior" e terminava com outra pérola, "Throw Down The Sword", com participação especial de John Tout (Renaissance) no órgão.
Ao ser lançado o CD foi incluída , como bonus track, a música "No Easy Road", que havia sido editada originalmente como lado B do compacto "Blowin’ Free" e fez parte do álbum "Wishbone Four".
Vale a pena mencionar que "Argus" também conseguiu se manter em 3o lugar entre os discos mais vendidos da Grã-Bretanha por 22 semanas consecutivas
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