Wishbone Ash: o melhor álbum de Hard Rock de 1972?
Resenha - Argus - Wishbone Ash
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 21 de agosto de 2013
‘Argus’ foi considerado em 1972 pela crítica britânica, o melhor álbum de Hard Rock daquele ano. Não é pra menos, esta terceira cria de WISHBONE ASH nos deixa em perfeito transe com a melodia de suas guitarras, a dupla responsável pelas peripécias, Andy Powell e Ted Turner prende a atenção do ouvinte do início ao fim, sempre acompanhados pela cozinha luxuosa de Martin Turner e Steve Upton. Confira!
'Trilogy' (ELP), 'Close to the Edge' (Yes), 'Vol. 4' (Black Sabbath), 'The Magician's Birthday' e 'Demons and Wizards' (Uriah Heep), 'Tick As a Brick' (Jethro Tull), 'Machine Head' (Deep Purple) e 'Exile on Main St.' (Rolling Stones) são apenas alguns exemplos do catálogo lançado no mesmo ano, porém a qualidade de Wishbone Ash sempre fez frente para qualquer um de seus conterrâneos. A escolha de 'Argus' como melhor álbum foi feita através da revista 'Sounds', antiga publicação semanal daquele país. As sete faixas que compõem essa "escola" Mesclam um Hard Rock e progressivo que fez esse lançamento revelar-se o mais popular e aceito entre os fãs da banda.
A progressão do uso de duas guitarras principais, mais tarde, veio influenciar bandas como Thin Lizzy e Iron Maiden. "Para saber o que o Maiden fazia no início da carreira, basta você ouvir um único álbum: Argus, do Wishbone Ash". Disse Steve Harris (R.C. Classic Series Nº1). Derek Lawrence, produtor do disco, teve uma ajuda bem especial no estúdio, pois o engenheiro de som foi justamente Martin Birch, famoso pelos trabalhos em obras do próprio Maiden, Black Sabbath, Deep Purple e outras "lendas".
Argus possui uma melodia profunda que pode ser captada logo nos primeiros momentos de 'Time Was', faixa que abre o CD. A serenidade dos vocais de Ted, Martin e Andy seguem bem o contexto musical, mas em todo o disco surgem contrastes que conflitam essa calmaria com riffs estonteantes e solos "absurdos". E por falar em "deixar tonto", o que dizer de 'Sometime World'? Essa faixa é o ponto mágico do álbum, bases simples, baixo que impera na execução e um solo que lhe empurra num tobogã surreal... é simplesmente fantástica.
Seguindo a mesma magia, 'The King Will Come' que mistura ritmos Jazz, folk e Hard Rock fazem arrepiar até o último pelo do seu corpo. Ted transforma a sua guitarra um instrumento enfeitiçador que lhe deixa despencar o queixo, tamanha virtuosidade. Outra que começa com um tema bem Folk e uma bela performance do baterista Steve é 'Throw Down the Sword'. Como sempre a dupla Martin e Andy "fechando o tempo" com suas harmonizações faz dessa faixa um "lençol de nuvens" que lhe transporta a outra dimensão. O solo é um dos melhores do álbum e tem a sua característica de duas guitarras no destaque. John Tout (Renaissance) foi convidado para os teclados dessa canção.
'Argus' teve duas reedições, a última em 2007 veio em versão 'Delux' dupla, onde o primeiro CD traz dez faixas, incluindo 'No Easy Road' originalmente lançada no quarto álbum da banda em 1973, mais duas faixas do EP ao vivo 'Live from Memphis' de 1972. Já o CD dois traz oito faixas de sessões da BBC transmitidas no mesmo ano.
Este é um item que não pode faltar na sua lista, recomendado para os verdadeiros amantes do Rock e apreciadores da verdadeira música!
Formação:
Martin Turner - baixo, vocal;
Andy Powell - guitarra, vocal;
Ted Turner - guitarra, vocal;
Steve Upton - bateria;
Faixas:
01 – 'Time Was';
02 – 'Sometime World';
03 – 'Blowin' Free';
04 – 'The King Will Come';
05 – 'Leaf and Stream';
06 – 'Warrior';
07 – 'Throw Down the Sword'.
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