Resenha - Angel - Morgana
Por Bruno Coelho
Postado em 12 de novembro de 2003
Essa aqui é mais uma banda chamada Morgana, só que no
lugar do O tem um sigma, suponho que por motivos de
direitos autorais. Esta Morgana aqui é italiana,
melódica, nada original mas bem competente e bem
gravada neste disco, Angel. Problemas mesmo só no som
do teclado (especialidade dos italianos) que é
simplesmente vomitável em alguns momentos.

Como já disse, a banda é competente e o vocalista
Marco Mesemi revela-se uma boa surpresa (escutem-no na
sentimental faixa título - muito boa por sinal), assim
como o batera Maurizio Colla, irmão do baixista
Massimo. Destaquei estes dois sem querer menosprezar
qualquer um dos outros. As guitarras da banda são
lindíssimas nos solos. O problema desse povo é passar
muito tempo treinando solo em casa e não conseguindo
criar linhas melódicas mais interessantes para as
músicas. Para se ter uma idéia do nível deste Morgana
aqui, que não é nenhum grande nome internacional, ele
equipara-se ao das bandas brasileiras de primeiro
time. Tá, talvez o vocalista não seja lá um Falaschi,
Matos ou Linhares, mas o cara é bom, sim. A banda
encosta em várias das nossas brazucas e tenho certeza
que é bem quista por seus conterrâneos.
Bom, quando se fala em metal melódico italiano todo
mundo lembra do Rhapsody. Claro que o Morgana recebeu
várias influências do ícone do metal italiano, mas
nada que salte aos olhos descaradamente. Talvez as
orquestrações lembrem algo de Rhapsody, mas bem menos
do que era de se esperar de uma banda conterrânea mais
nova e que segue o mesmo estilo. Algo de ruim nisso?
Não, pô! Pelo contrário! Notamos logo personalidade na
proposta da banda, apesar de não faltarem introduções
com teclado...
Devo admitir que fui meio surpreendido por este disco.
De banda de metal melódico o mundo já está apinhado e
esperar uma grande revelação, seja ela de onde for, já
não encoraja ninguém a escutar mais melódico. Não
acredito que ainda apareçam mais grandes bandas neste
estilo nesta década. O que me surpreendeu então foi
ter em mãos um disco competente de uma banda que
aparentava ser apenas mais umazinha no meio de
centenas de bandas fortes na cena.
Angel é um disco uniforme, sem grande destaques, com
presença constante dos teclados, com solos bonitos e
riffs nem tanto, um vocal afinado e uma cozinha coesa
e, até certo ponto, criativa. Infelizmente faltou
muito para ser aquele disco que traria à tona uma
grande revelação italiana. Espero ainda ouvir desta
banda... com uns 40 kios de inspiração a mais, porque
até agora não deu pra bater muita cabeça não.
Existe um cover para Road To Nowhere do Ozzy, faixa 9.
Por favor, não o escutem! Ficou muito ruim!
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