Resenha - Meeting in the Mist - Alkemyst
Por Douglas Amorim Pereira Arruda
Postado em 12 de julho de 2003
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os franceses do Alkemyst chegam ao seu primeiro trabalho, demonstrando muita competência e maturidade. Apesar de optarem pelo caminho do heavy metal melódico ao estilo Angra / Helloween (com todo o prejuízo de uma cena saturada pelo excesso de bandas fazendo exatamente a mesma coisa), o resultado final do debut "Meeting in the Mist" consegue convencer.

A banda formada por Arnaud Gorbaty (d), Séverin Bonneville (g), Arnaud Menard (g), Dennis Melion (b) e Ramon Messina (v) mostra muito talento e conseguiu sintetizar isso em várias passagens interessantes que, apesar de não primarem exatamente pela inovação, certamente poderão colocar a banda em evidência com todos os méritos.
O cd começa com a intro "Spells and Elixirs", que reproduz o som de um laboratório (alquimia), tema que vai crescendo até se emendar com a primeira faixa de fato, "Still Alive". Logo de cara, uma bela virada de bateria e nos deparamos com um belo trampo de guitarras, ainda captando a atmosfera da abertura num dueto bem legal. Depois vem a parte lírica com vocais grandiosos se intercalando com os vocais limpos de Ramon Messina, criando um clima bem interessante, aliás, o grande destaque desta faixa, mostrando um controle acima da média, claramente inspirado em Michael Kiske & Cia. Os trabalhos de guitarra também não ficam muito atrás, sempre com bem trabalhados riffs, velozes como a música pede, sem exibicionismos tolos. A música segue com um refrão marcante, bem solto e otimista. Trata-se de uma ótima faixa de abertura, ideal pra sacar qual é a da banda. E felizmente o resultado é bastante positivo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Dando seqüência ao álbum "It’s Time" vem de forma mais quebrada, bastante trabalhada, porém sem jamais deixar-se levar por exageros. Tudo é encaixado com precisão. Novamente, destacamos o refrão que traz um clima bastante familiar. Você simplesmente cantarola essa música como se a conhecesse a anos.
A próxima faixa é uma bem melódica. "Up to Heaven’s Gate" segue bem ao estilo de outras bandas no estilo. Aquela batida marcada e palhetadas velozes e precisas, temas felizes, além da linhas de baixo bem Helloween. Apesar de não haver muitas novidades nesta aqui, ela mantém a energia do álbum. Esta faixa inclusive, foi tema da última demo do Alkemyst.
"Hold On your Dreams" tem seu ínicio bem calmo, apresentando um trabalho mais acústico, mas que vai tomando contornos mais pesados. O dueto de guitarras no início dessa faixa é algo fantástico, como se preparasse o ouvinte para um clima mais soturno. E é o que acontece. Essa é uma música mid-tempo, com harmonias muito inteligentes, com nuances mais tensas. Ramom Nessina comprova mais uma vez ser "do ramo" e mostra muita segurança em todo o trabalho. Enquanto você acha que a música vai ser inteiramente obscura, surge o refrão cortante, o melhor do álbum, com uma atitude bastante positiva. Outro ponto a se destacar é a bateria de Arnaud Gorbaty, bastante técnica e diversificada. Nota dez!
Após um pertardo como o descrito acima, você chega a concluir que a banda já mostrou todo seu potencial. Mas parece proposital, pois o que vem a seguir é de extremo bom gosto. A faixa título ("Meeting in the Mist") é o grande destaque do disco: começa bem ao estilo de uma balada com direito a excelentes arranjos de cordas e um vocal suave. É interessantíssima a levada progressiva desta música, pois aos poucos ela vai ficando propositalmente mais descontraída. E Ramom nos surpreende mais uma vez, cantando com muito feeling, ele soube sintetizar bem a proposta da banda. Com certeza, a melhor faixa do álbum!
Logo a seguir, temos uma nova mudança de clima. O speed volta a imperar aos primeiros acordes de "Passage". Trata-se de uma música mais normal. Como em todo o disco, a execução é perfeita e, aqui e ali surgem passagens muito bem vindas. Enfim, uma boa.
A próxima, "Empty Skies" segue novamente por um caminho mais tradicional, apenas mantendo o pique do álbum. Em determinadas partes, há uma impressão de que o vocal foi duplicado, gerando um efeito bem legal. Outro ponto que chama a atenção é a presença marcante das guitarras, repletas de diversificações, um pouco marteladas em determinados trechos, enquanto em outros configuram linhas bastante rítmicas.
Por fim, temos "Nameless Son", a faixa mais longa do disco e divide-se em dois capítulos. No primeiro, "The Awakening", a banda se mostra bastante nervosa (no bom sentido!), com duetos extremamente ágeis, ritmos quebrados e um baixo muito poderoso. As linhas vocais desenvolvem temas igualmente súbitos e o refrão, como sempre, cumpre bem seu papel, reafirmando todos os comentários sobre esta parte tão bem tratada pelo Alkemyst. Chegando ao final, temos a junção de temas líricos (com vocais femininos) e gritos de guerra. De arrepiar! Esta faixa é a mais trampada do álbum, pode ter certeza! No final desta faixa, temos um ótimo trabalho acústico, que serve de prelúdio para a próxima parte. "The Falling Star" inicia bem clásica, com uma sonoridade bem acústica e algumas coisas clássicas como pano de fundo. Mas não muito tempo depois, há uma súbita mudança de andamento, passando a soar como um heavy metal melódico mais tradicional, muito bem trabalhado, mas sem soar chato nunca. O refrão tem uma tônica de despedida, voltando ao primeiro capítulo, como em um ciclo. Muito legal.
Ao final desta última faixa, fica aquela vontade de ouvir tudo de novo, pois o disco é muito bom! E é justamente por isso, que muitos serão poupados de uma "faixa escondida" que faz muito bem ficar às escuras. É que a banda resolve soltar o Zoológico, imitando tudo quanto é tipo de bicho e se danando a tecer comentários em francês. Tudo isso ao som de telefones, musiquinhas débeis, etc. Ainda bem que acaba rápido.
De qualquer forma, isso ao tira os méritos do trabalho. Um puta disco! Parabéns ao Alkemyst!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A única banda que uma criança precisa ouvir para aprender rock, segundo Dave Grohl
A banda que Jack Black diz que destruiu o rock por ser grande demais
Black Label Society confirma shows no Brasil e apresentação exclusiva do Zakk Sabbath
Angra confirma mais um show da turnê de 30 anos de "Holy Land", agora em Belo Horizonte
Ferraris, Jaguars e centenas de guitarras: quando astros do rock transformaram obsessões em estilo
Ela é vigária, grava com o Dragonforce e quer o Iron Maiden tocando em sua igreja
Joe Lynn Turner conta como foi se livrar da peruca aos 70 anos
O guitarrista "bom demais" para ter hit, segundo Blackmore; "jeito muito especial de tocar"
Randy Blythe (Lamb of God) admite que todo mundo tremeu em "Back to the Beginning"
A atual opinião de Tarja Turunen sobre turnê de reunião com Nightwish e Marko Hietala
Geddy Lee ficou enojado com bateristas se oferecendo ao Rush após morte de Neil Peart
A curiosa origem do nome artístico de Rafael Bittencourt, segundo o próprio
A música "bobinha" dos Beatles que superou um clássico dos Beach Boys
Saturnus confirma primeiro show no Brasil; banda tem disco inspirado em Paulo Coelho
3 músicas lendárias do metal nacional que são um convite à nostalgia
Aerosmith: top 10 da banda, segundo a Ultimate Classic Rock
A fantástica banda que estava imitando o Sabbath e Iommi teve que dar uma chamada nos caras
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
