Resenha - Audioslave - Audioslave

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Por Alexandre Freitas de Avelar
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Que porrada! Quem achou que Chris Cornell (um dos melhores vocalistas dos anos 90) estava acabado depois do fim do Soudgarden, e que o "guitar hero" Tom Morello iria se limitar eternamente ao insuportável "rap metal" do Rage Against The Machine, quebrou a cara! Esse AudioSlave é simplesmente a salvação do rock americano "mainstream", é a pedra que faltava para sepultar de uma vez por todas o grunge e o new-metal!

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Felizmente, e por incrível que pareça, o AudioSlave não repete os erros que seus integrantes cometeram em suas atividades anteriores. Não é preciso, mas vamos relembrar. Chris Cornell era o vocalista da "menos pior" banda da era grunge, o Soundgarden, que, mesmo contando com sua excelente voz, pecava pelos mesmos erros de outras bandas de sua geração: andamentos melancólicos, chegados a "alternativos", ritmos arrastados, ou seja, coisas que não combinam com rock de verdade. Morto o Soundgarden, Cornell partiu para uma mal sucedida carreira solo, que rendeu um disco ainda mais chato que qualquer CD de grunge. Já os três demais integrantes tiveram a brilhante idéia de dispensar o cantor-de-rap-metido-a-pregador Zack de la Rocha, um sujeito que só sabia gritar e bancar o ativista político: acabou assim uma das bandas responsáveis pelo estouro do rap-metal nos EUA, moda que conseguiu superar o grunge em termos de porcaria.

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Bom, mas e o CD do AudioSlave? Simples, como todo rock tem que ser: riffs de guitarra pesadíssimos (esse Tom Morello é bom mesmo), cozinha porrada, vocais irados (alternando partes mais calmas, mas sem descambar para a chatice), refrões de verdade, produção limpa, e uma mensagem no encarte que é um verdadeiro alívio: todos os sons feitos por guitarra, baixo, bateria e vocal. Yes! Ah, já ia esquecendo: letras a cargo de Chris Cornell, ou seja, nada de pregação pseudo-politizada.

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É claro que nem tudo é perfeito (aí já ia ser querer demais). Ainda há resquícios de grunge aqui e acolá, músicas em excesso (podiam ter tirado umas quatro mais fraquinhas, e o CD ainda teria dez faixas de respeito), e uma arte de capa e encarte meio metida a alternativa (sem contar o novo visual aboiolado do Chris Cornell). Também incomoda um pouco o fato de não estar claro se o AudioSlave é uma banda de verdade ou apenas um projeto de um disco só.

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Mesmo assim, é um alívio escutar um CD como este. Tomara que a mídia faça com o AudioSlave o que fez com o Nirvana e o Korn, e surjam bandas americanas fazendo um som que, se não for tão bom quanto o deste CD, seja pelo menos algo que preste.

Para terminar, vale dizer que o CD tem uma faixa interativa, através do qual se pode ver um videoclipe sensacional no "site" da banda.

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