Resenha - Audioslave - Audioslave
Por Alexandre Freitas de Avelar
Postado em 13 de dezembro de 2002
Que porrada! Quem achou que Chris Cornell (um dos melhores vocalistas dos anos 90) estava acabado depois do fim do Soudgarden, e que o "guitar hero" Tom Morello iria se limitar eternamente ao insuportável "rap metal" do Rage Against The Machine, quebrou a cara! Esse AudioSlave é simplesmente a salvação do rock americano "mainstream", é a pedra que faltava para sepultar de uma vez por todas o grunge e o new-metal!
Felizmente, e por incrível que pareça, o AudioSlave não repete os erros que seus integrantes cometeram em suas atividades anteriores. Não é preciso, mas vamos relembrar. Chris Cornell era o vocalista da "menos pior" banda da era grunge, o Soundgarden, que, mesmo contando com sua excelente voz, pecava pelos mesmos erros de outras bandas de sua geração: andamentos melancólicos, chegados a "alternativos", ritmos arrastados, ou seja, coisas que não combinam com rock de verdade. Morto o Soundgarden, Cornell partiu para uma mal sucedida carreira solo, que rendeu um disco ainda mais chato que qualquer CD de grunge. Já os três demais integrantes tiveram a brilhante idéia de dispensar o cantor-de-rap-metido-a-pregador Zack de la Rocha, um sujeito que só sabia gritar e bancar o ativista político: acabou assim uma das bandas responsáveis pelo estouro do rap-metal nos EUA, moda que conseguiu superar o grunge em termos de porcaria.
Bom, mas e o CD do AudioSlave? Simples, como todo rock tem que ser: riffs de guitarra pesadíssimos (esse Tom Morello é bom mesmo), cozinha porrada, vocais irados (alternando partes mais calmas, mas sem descambar para a chatice), refrões de verdade, produção limpa, e uma mensagem no encarte que é um verdadeiro alívio: todos os sons feitos por guitarra, baixo, bateria e vocal. Yes! Ah, já ia esquecendo: letras a cargo de Chris Cornell, ou seja, nada de pregação pseudo-politizada.
É claro que nem tudo é perfeito (aí já ia ser querer demais). Ainda há resquícios de grunge aqui e acolá, músicas em excesso (podiam ter tirado umas quatro mais fraquinhas, e o CD ainda teria dez faixas de respeito), e uma arte de capa e encarte meio metida a alternativa (sem contar o novo visual aboiolado do Chris Cornell). Também incomoda um pouco o fato de não estar claro se o AudioSlave é uma banda de verdade ou apenas um projeto de um disco só.
Mesmo assim, é um alívio escutar um CD como este. Tomara que a mídia faça com o AudioSlave o que fez com o Nirvana e o Korn, e surjam bandas americanas fazendo um som que, se não for tão bom quanto o deste CD, seja pelo menos algo que preste.
Para terminar, vale dizer que o CD tem uma faixa interativa, através do qual se pode ver um videoclipe sensacional no "site" da banda.
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