Resenha - Dark Ride - Helloween

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Por Keeper Of Jericho
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É realmente difícil fazer um review desse álbum. Depois do maravilhoso "Better Than Raw" muitos se perguntaram como o Helloween iria se superar. Bem, não dá pra dizer que "The Dark Ride" respondeu exatamente a essa pergunta. O fato é que o estilo da banda nesse álbum deu uma guinada meio inesperada.

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Nos últimos anos houve um boom no surgimento de novas bandas de power metal, quase todas com inspiração no Helloween oitentista, com vocalistas no estilo Kiske. O novo trabalho do Helloween foi surpreendente, para não dizer agradável.

Para começar, tanto o conceito como o feeling do álbum estão muito mais "dark" e sinistros. Em grande parte das músicas, as guitarras estão mais pesadas, os riffs mais lentos e graves. A melodia que sempre caracterizou os álbuns da banda estão menos claras nesse álbum. Pode-se ver o reflexo disso nas letras, bem mais sombrias e depressivas que o habitual.

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Obviamente, há ainda aquele power metal de sempre e algumas letras alegres, mas, ratificando, esse álbum é bem diferente. Felizmente, quase todas as diferenças são para melhor. Há de se admirar a capacidade do Helloween de permanecer original em meio a um estilo que ultimamente cresce cada vez mais. Até o Gamma Ray caiu na mesmice com o "Powerplant", embora não tenha perdido qualidade.

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O fato é que tem muito fã (principalmente os da fase Kiske), que podem não gostar do novo estilo, mas na maioria das músicas é possível abrir um pouco a mente e perceber o quanto são boas. Eu diria que o fã mais conservador dificilmente vai gostar à primeira escutada. É preciso entender antes. Mas qualquer um que ouça tem que convir com uma coisa: a produção está perfeita! Espero que Roy Z produza todos os álbuns do Helloween de agora em diante. A mixagem está perfeitamente equilibrada, todos os instrumentos perfeitamente audíveis.

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As características principais desse álbum são, sem dúvida, a agressividade "dark", o uso muito mais forte de teclados, ajudando a criar a atmosfera soturna, e os riffs mais "gordos". Os solos monumentais diminuíram um pouco, dando lugar aos solos mais sucintos, mais hard rock. Aliás, as músicas em si estão bem mais sucintas, sem frescura, indo "direto ao ponto". Dá pra dizer que sem dúvida é um dos melhores álbuns da fase Deris. Mas para a maioria vai demorar um pouco a perceber isso.

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Andi Deris - Vocais
Michael Weikath - Guitarra
Roland Grapow - Guitarra
Markus Grosskopf - Baixo
Uli Kusch - Bateria


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