Helloween: The Dark Ride desagradou a muitos fãs e agregou outros
Resenha - Dark Ride - Helloween
Por Leandro Fernandes
Postado em 27 de dezembro de 2013
Um disco diferente, sombrio e pesado. The Dark Ride pode não ser o melhor disco do Helloween, mas de ruim não tem tanta coisa. De início ele pode sim te desagradar, te deixar com uma certa dúvida em relação as composições e melodias.
É um disco pesado, com riffs arrastados, bateria com uma pegada diferente. Nada de muito melódico ou rápido demais. Poderia ter sido uma aposta da banda por uma mudança de estilo, mas mesmo assim é "deixado de lado" pelo próprio Helloween.
Falando das músicas, podemos destacar Mr. Torture, uma música rápida e um tanto quanto cômica, pois se fala em prostitutas e coisas relacionadas ao sadomasoquismo, tem um solo interessante de Roland Grapow (último disco do guitarrista com a banda) e um refrão marcante. O genioso guitarrista Michael Weikath dá vida a All Over The Nations, que cai um pouco na sonoridade com relação ao peso e mantém uma linha mais harmônica. Seguindo para Escalation 666, pode-se dizer que é a música mais pesada não somente do disco, mas sim entre todas da banda. Riffs pesados e distorcidos, mas peca um pouco no refrão desanimador que chega a tirar um certo brilho da música. Mirror, Mirror segue o mesmo peso da anterior, já com um refrão bem agradável de se escutar e muito ao estilo sempre imposto por Andi Daris.
Com um som bem comercial, If I Could Fly se inicia com um teclado acompanhado de guitarras, não se trata de música ruim, pois se tornou um grande hit do álbum e foi lançada também como single. Destaque pela bela execução de Daris, que cantou honrosamente ao seu estilo. Salvation é uma música rápida, Uli Kusch (fazendo também seu último disco com a banda), entra a "milhão" com baquetas e bumbos, sendo assim durante toda a música que também tem um refrão bem moldado ao estilo da banda. Com um riff bem diferente soando um eco The Departed (Sun Is Going Down) é uma música bem fora dos padrões da banda e cansativa.
Iniciando com um sincronismo de baixo e bateria, I Live For Your Pain é composta por Daris, abordando um tema cotidiano em nossas vidas que são os momentos de raiva que temos, uma letra muito interessante. Grande destaque para os belos solos de guitarras. We Damn The Night, tem um vocal um pouco mais "rasgado", com um refrão cantado em coro, tornando-a uma excelente música que poderia ser sempre lembrada pela banda. Com um ar de balada pelo início com violões Immortal (Stars), é a menos pesada do disco e também é outro ponto mediano da banda, pois é cansativa em certos momentos, principalmente no refrão.
Encerrando com a faixa que dá nome a obra, The Dark Ride, é uma faixa longa (coisa que os caras são mestres em fazer) em momento algum mostra ser uma música enjoativa, pois as variações nos instrumentos são constantes, um belo vocal, um refrão limpo e bem executado, se tornando como a melhor canção do disco.
Esse disco mostrou realmente um lado negro da banda, que até hoje ficou registrado somente aqui. Acredito que não será usado por um bom tempo!
Músicas:
1 - Beyond The Portal (Intro)
2 - Mr. Torture
3 - All Over The Nations
4 - Escalation 666
5 - Mirror, Mirror
6 - If I Could Fly
7 - Salvation
8 - The Departed (Sun Is Going Dow)
9 - I Live For Your Pain
10 - We Damn The Night
11 - Immortal
12 - The Dark Ride
Membros:
Uli Kusch - Bateria
Markus Grosskopf - Baixo
Roland Grapow - Guitarra
Michael Weikath - Guitarra
Andi Deris - Vocais
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