Resenha - Q2K - Queensryche
Por Guga Corrêa
Postado em 26 de setembro de 1999
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois da perda de credibilidade causada pelo introspectivo e climático Promised Land e o incompreendido Hear in the Now Frontier, Geoff "God" Tate (V), Michael Wilton (G), Eddie Jackson (B) e Scott Rockenfield (D) chegam com Q2k. Para produzir e preencher a vaga deixada pelo insubstituível Chris DeGarmo, os rapazes de Seattle chamaram Kelly Gray (G).
A falência da gravadora EMI-USA e a saída de Chris DeGarmo sacudiram o Império, porém a mudança de manager, a contratação por uma major (Atlantic) e a chegada de Kelly Gray (velho conhecido da banda) deram um novo gás a banda.
Q2k não dá para ser comparado a nenhum trabalho anterior e, com certeza, não poderá ser comparado a nenhum posterior. Você que curte o trabalho da banda deve aceitar que seus trabalhos são como obras de arte, únicas e definitivas. Não se pode esperar um novo Operation ou um novo Empire de Q2k. Cada álbum tem seu próprio estilo. E não é por falta de personalidade, pois a música "rycheana" varia de estilo, mas não muda sua essência, marcada pelas letras reflexivas, a harmonia vocal e o detalhista trabalho de guitarras. E para ser tão camaleônico é necessário muita qualidade, que fica evidenciada em mais um trabalho do conjunto.
Q2k é marcado pelo "punch" e pela inovação musical. Geoff ainda é o melhor vocal do mundo. Há de se destacar o trabalho da cozinha. Scott Rockenfield está soberbo como sempre e EdBass faz seu melhor trabalho (ouça How Could I?). A temática psicológica conduz o álbum: há música tensas como o single Breakdown e a faixa de abertura Falling Down. Há músicas viajantes como Where the Rain Comes... e a maravilhosa Liquid Sky, que fala sobre o vazio mental.Há músicas cativantes como Wot Kinda Man e a sacana Sacred Ground e também há músicas muito chatas como Burning Man e One Life. As músicas que mais me chamaram atenção foram a belíssima Beside You, com uma letra de Geoff em tom confessional e a melhor do álbum The Right Side of My Mind, um clássico instantâneo. Vocal maravilhoso, letra bem ao estilo de Geoff (lado direito do cérebro é o que comanda as emoções), trabalho fenomenal de guitarras e, principalmente, um refrão de arrepiar. Confira.
Outras resenhas de Q2K - Queensryche
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
Filmagem inédita do Pink Floyd em 1977 é publicada online
O álbum que, segundo John Petrucci, representa a essência do Dream Theater
A música que Bruce Dickinson fez para tornar o Iron Maiden mais radiofônico
As 11 melhores baladas de rock alternativo dos anos 1990, segundo a Loudwire
Sepultura anuncia última tour norte-americana com Exodus e Biohazard abrindo
Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
Para Mille Petrozza, humanidade vive retrocesso e caminha de volta à "era primitiva"
31 discos de rock e heavy metal que completam 10 anos em 2026
Os discos do U2 que Max Cavalera considera obras-primas
Os 11 maiores discos de onze bandas gigantes dos anos oitenta, segundo a Loudwire
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O álbum dos 60s que Ian Anderson acha que é melhor que o "Sgt. Peppers", dos Beatles
A incrível coletânea que vendeu milhões mas não tem a música mais famosa da banda
Quando o católico pai de Tom Araya descobriu que o Slayer era satanista



31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
Ex-Queensryche, vocalista Geoff Tate confirma show acústico no Rio de Janeiro
M3, mais tradicional festival dedicado ao hard rock oitentista, anuncia atrações para 2026
O disco do Queensryche que foi muito marcante para Kiko Loureiro e para o Angra
Queensryche foi muito importante para o Dream Theater, segundo John Petrucci
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



