Resenha - Q2K - Queensryche
Por Fábio Trovão (Cygnus_X-1)
Postado em 29 de setembro de 1999
Nota: 9 ![]()
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Algumas bandas quando sofrem uma mudança em sua formação sofrem uma grande queda de qualidade, como o Iron c/ Blaze; outras, como o Deep Purple, mantém a mesma qualidade; e algumas poucas recuperam a criatividade abalada. Felizmente, o Queensryche está nesse último caso. Depois de 2 álbuns insossos, a banda sofreu a primeira mudança na formação em toda a carreira: perdeu o guitarrista Chris DeGarmo e em seu lugar entrou Kelly Gray. E com todo respeito ao passado c/ Chris, a mudança salvou o QR. Kelly trouxe um novo espírito p/ a banda...além de estruturas guitarrísticas novas. Para não dizer que Chris não faz falta, os backing vocals ficaram um pouco aquém do que a banda estava acostumada a fazer, mas nada que abale a qualidade desse cd.
A primeira música, Falling Down, é como se a banda estivesse gritando p/ todos: "ESTAMOS VIVOS!"...guitarras pesadas e duelando no solo, Geoff Tate cantando com muita vontade, e de resto o bom e velho Queensryche. E o nível não cai em momento nenhum do cd...a música seguinte, Sacred Ground, traz um riff marcante. Depois vem One Life, uma música no estilo da parte boa do Promised Land, andamento arrastado, guitarras densas, vocais chorados, e um baixo para tremer as paredes. A quarta música é uma balada no estilo que só o Queensryche sabe fazer: When The Rain Comes pode vir a ser a sucessora de Silent Lucidity, Linda! E logo depois, uma porrada no melhor estilo Empire: How Could I? Tudo pesado, riffs, bateria, baixo...Beside You é uma das poucas músicas com backing vocals como antigamente, belíssima. Liquid Sky, uma das preferidas de todos os fãs, perfeita, no melhor estilo Empire também; quem já ouviu Jet City Woman ou Another Rainy Night vai se identificar. Breakdown traz de volta o espírito Heavy Metal a banda, vocais rasgados, riffs pesados, etc. Burning Man traz uma abertura c/ as duas guitarras solando juntas, o que não acontecia muito nos últimos 2 álbuns. Wot Kinda Man é uma das minhas preferidas. Kelly Gray introduz wha-wha nas guitarras do QR, e de uma forma completamente inovadora do que costumamos ouvir por aí, só ouvindo p/ entender. E pra terminar, uma obra-prima: The Right Side Of My Mind, que nos traz Geoff Tate cantando como há muito não se ouvia....perfeita, linda demais!
Resumindo, Q2K é o álbum que os fãs esperavam desde o Empire. É pesado, intenso, com a banda mostrando um ótimo pique e com um novo espírito! Vale a pena ter!
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