Resenha - Q2K - Queensryche
Por Márcio Carreiro
Postado em 26 de setembro de 1999
Depois de dois anos de espera, aqui estamos nós, com o novo álbum do Queensryche nas mãos. E que agradável surpresa ver que a banda continua em grande fase a despeito de (ou graças a) todas as mudanças.
É inegável que, apesar de serem ótimos trabalhos, Promised Land e Hear In The Now Frontier não conseguiram manter o nível dos outros álbuns da banda. Q2K, o Queensryche do ano 2000 (que Geoff definiu magistralmente com sendo "just another day"), traz a banda de volta àquele nível. Para não ficar me repetindo, vou falar logo: todas as músicas, eu disse TODAS, são excelentes.
O disco é aberto por Falling Down, perfeita para dar o impacto inicial. Bateria marcante, guitarras bem distorcidas (no sentido cru da palavra, se é que existe um sentido cru para essa palavra...) e solando juntas e alternadamente como nos velhos tempos. Faz o efeito que uma primeira música precisa: joga a expectativa do disco prá cima.
A segunda é Sacred Ground, que para mim dispensa comentários. Os riffs de guitarra são maravilhosos, o andamento, as harmonias, os backing vocals, letras...tudo é excepcional nessa que está entre as melhores do álbum, que segue com One Life, que traz outro clima: ela já é mais arrastada, com a levada da batera no surdo e caixa e refrão muito bem estruturado.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Quarta música e mais um parágrafo: When The Rain Comes... é, assim como Sacred Ground, Liquid Sky e The Right Side Of My Mind, uma música altamente especial. É simplesmente linda, irretocável. Mais uma vez os backing vocals se fazem presentes, mas o forte da música é o conjunto. How Could I Know, a quinta, traz um andamento mais animado, refrão pegajoso (no bom sentido) e bem estruturado e linha de baixo arrojada; simples mas excelente (já estou me repetindo...).
Beside You, assim como When The Rain Comes, tem o andamento mais lento. A introdução é especialmente bela, ouçam com carinho.
Liquid Sky é a próxima e é uma daquelas. Baixo solto (EdBass está inspirado em todo o disco), levada de arrepiar, riffs, vocais, backings e tudo (de novo) perfeito. A letra, segundo o próprio Geoff Tate, fala sobre nada...
Chegamos então ao primeiro single do Q2K: Breakdown. Uma porrada na moleira. Chega ao cúmulo da famosa batida "um por um". Mais uma vez o baixo merece menção honrosa :)
BurningMan é mais uma música rápida e traz o destaque, desta vez, para a bateria: Mr. Rockenfield desenterra, não sei de onde, uma marcação no mínimo criativa para essa música. O andamento e as guitarras lembram um U2 bem melhorado. Talvez essa seja a letra proporcionalmente mais curta que a banda já fez. E chega mais uma maravilha da humanidade: Wot Kinda Man. Vocais no melhor "estilo megafone" e o andamento mais dançante (???) do disco. Isso mesmo, é daquelas que dá vontade de sair pulando pela casa.
A última (já ?) é aquilo... The Right Side Of My Mind é incomentável. Me arrepiou até a alma a primeira vez que ouvi. É mais uma música perfeita dessa que é uma das mais perfeitas bandas da atualidade. Há muito (hummmm...uns dois anos ?) não ouvia Geoff cantar tanto e com tanta vontade. A música termina e fica o gostinho de quero mais... Como eles resolveram, sabe-se lá porquê, deixar de fora a tal décima segunda música só nos resta a opção de começar tudo de novo. E com muito prazer, obrigado !
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