Resenha - Animositisomina - Ministry
Por Rafael Carnovale
Postado em 08 de abril de 2003
Nota: 7 ![]()
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Se hoje você odeia as bandas que misturam sons eletrônicos com o peso do heavy metal (o chamado som industrial), pode culpar o Ministry; se você ama as bandas que o fazem, pode idolatrá-los. Enquanto os caras do Slipknot decidiam no 1 a 9 quem seria cada um e o Linkin Park ainda brincava no parquinho, Al Jourgensen e Paul Baker já misturavam rock pesado com sintetizadores, gerando obras interessantíssimas, como o clássico "Psalm 69". Mas após este petardo maravilhoso, a banda deu uma boa decaída, passando quase toda a década de 90 se repetindo constantemente, em cd’s que se não eram ruins ("Filfth Pig" e "Dark Side of the Spoon"), ficavam muito aquém do poderio dos rapazes.

Após uma série de infinitos projetos paralelos (Revolting Cocks, Lard – com Jello Biafra, 1000 Homo Dj’s....) eis que o duo entra no ano 2003 disposto a voltar com tudo no objetivo de fundir metal com eletrônico. E "Animositisomina" (que título) de fato se não é a maravilha que ambos poderiam fazer, já está bem melhor. Faixas como a pesada "Animosity" e a caótica "Unsung" misturam guitarras pesadas, com bateria programada e vocais guturais, sendo bem interessantes.
O Ministry fica longe do New Metal, pois investe pesado tanto em ritmos cadenciados ("Piss", "Lockbox" – com riffs interessantíssimos) como em faixas mais rápidas como "Broken" e a melhor de todas ,"Impossible", além da esquisita "Shove" (com programações bem feitas e guitarras mais discretas aliadas a vocais mais limpos). O resto do cd não compromete, mas o excesso de eletrônica em "Stolen" e os nove minutos tediosos de "Leper" remetem aos cd’s fracos que a banda já lançou.
Um bom cd, mas recomendado apenas para fãs da banda ou aqueles que já se encheram de ouvir New Metal, para que conheçam como tudo começou. A única coisa que me incomoda é saber que corremos o risco de ouvir Ministry numa pista de dança....
Lançado no Brasil pela Globo/Jive
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