Resenha - Citizen Cain - Playing Dead
Por Guilherme Vignini
Postado em 18 de março de 2003
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os escoceses do Citizen Cain têm trabalhado duro desde 1982, e agora com "Playing Dead", tentam se consolidar definitivamente como uma das grandes bandas de Neoprogressivo. A qualidade do som é inegável, o problema é que eles nunca tiveram uma formação estável, por isso sempre tiveram dificuldades para gravar e se apresentar ao vivo. Como membros fixos o ótimo vocalista/baixista Cyrus, e o baterista/tecladista Stewart Bell, nesse álbum ainda contam com Phil Allen nas guitarras.

Para quem nunca ouviu nada do Citizen Cain, acho que uma boa comparação é com os cd’s do Marillion (era-Fish), e mais precisamente ainda com Genesis (era-Peter Gabriel), aliás, a semelhança da voz de Cyrus com a de Gabriel é assustadora! Algumas músicas poderiam passar batido como "sobras de estúdio" do "Nursery Crime" tranqüilamente.
Apesar da primeira impressão ser de que a banda é apenas um clone de Genesis, a banda vai muito além disso. O cd tem grandes momentos como em "Children of Fire / Prometheus and Epimetheus / Forethought / Afterthought", que tem um boa letra sobre a Roma de Nero, com uma música envolvente e complexa.
"Shades" é uma "quebradeira brava" que se transforma em algo bem suave, perfeito para a voz. "Rivers of Twilight / The War Between Two Minds" segue também nessa mesma linha. Um dos destaques é o ótimo trabalho de guitarra. Espero que Allen continue a trabalhar com a banda. Em alguns momentos em "Wandering in Darkness" até umas pitadas "fusion" a lá "Brand X" aparecem.
Além de ótimo vocalista, Cyrus, demonstra mais uma de suas habilidades desenhando a capa do cd, assim como já havia feito nos álbuns anteriores.
Esse CD é bastante hermético, não indicaria para alguém que não esteja familiarizado com o estilo pois não faz concessões comerciais ou tenta captar públicos diferentes. É um autêntico CD de Rock Progressivo com todas as suas qualidades e defeitos. Se você curte o estilo pode ir atrás dar uma conferida no site oficial (www.citizen-cain.com) que vale a pena, pois a banda é realmente muito boa.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
As 5 músicas do Guns N' Roses que melhor mostram o alcance vocal de Axl Rose
Nicko McBrain fala sobre rumores de aposentadoria de Dave Murray
Rob Zombie lança seu novo álbum de estúdio, "The Great Satan"
Raul Seixas: cadáver do cantor não havia se decomposto até 2012, segundo biógrafo
Música que dá nome ao documentário do Iron Maiden já foi considerada uma das piores da banda
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
Slash acha que é pura ostentação comprar guitarras caríssimas; "simplesmente não vale a pena"
A música do Led Zeppelin que Noel Gallagher escolheu como uma das melhores de todos os tempos
O veterano que emocionou Fernanda Lira ao elogiar a Crypta



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



