Resenha - Snow - Spock's Beard

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Guilherme Vignini
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 8


Snow é o novo trabalho da maior banda de rock progressivo atual, o Spock's Beard. Foi anunciado com longa antecedência e os fãs puderam acompanhar via web todo o processo de gravação, pois Neal Morse, o idealizador do projeto, atualizava regularmente um diário das gravações com comentários e fotos.

Woodstock: som ruim, gente demais e cheiro de fezes e urinaG.G. Allin: o extremo dos extremos

"Snow" era para ser o "The Lamb Lies Down on Broadway" do Spock's Beard. E a trajetória do garoto albino chamado Snow, tomaria o lugar de Rael do emblemático disco do Gênesis. Um duplo conceitual com uma arte gráfica fantástica, os músicos mais entrosados que nunca. O clima era totalmente favorável para se tornar um marco na história do rock progressivo.

Aí saiu o CD, e logo depois Morse anuncia que Jesus havia aparecido para ele e mandado ele sair da banda e aguardar instruções. Isso jogou um tremendo balde de água gelada no público, pois Morse era o líder da banda e principal compositor. Traçando um paralelo é como se o AC/DC perdesse o Angus. De uma hora para outra todas as atenções que estariam sendo dadas ao novo álbum foram direcionadas para as declarações de membros remanescentes e aos delírios de Morse, ficando o álbum com um enfoque secundário.

Isso não deveria acontecer. Não acho que o Cd seja um marco na história, nem sequer o melhor CD do Spock's Beard, mas é um disco inegavelmente brilhante. "Made Alive / Overture" é a introdução perfeita para o álbum, excelente trabalho. Vêm depois músicas bastante diferentes. No primeiro cd por exemplo temos "Long Time Suffering" e "Welcome to NYC" que agradarão qualquer fã de música progressiva, alguns sons pesados como "Devil's Got My Throath" e "The 39th Street Blues (I'm Sick)" e músicas com toques bem pops com refrões fáceis de decorar como "Open Wide the Flood Gates" , "Solitary Soul" e "Wind at my Back".

No segundo cd temos a ótima "Second Overture" que é seguida da progressiva "4th of July". Em seguida temos alguns sons pops como "I'm the Guy", "Reflection" e "Carie".
A pesada "Freak Boy" precede "All is Vanity", que tem um solo de teclado "a lá Tony Banks". Em "Devil's Got My Throat Revisited", a espetacular "Snow's Night Out" que é exatamente o que me faz gostar de progressivo, que ainda por cima é emendada com "Ladies and Gentleman, Mister Ryo Okumoto on the Keyboards", onde Ryo faz um solo avassalador, lembrando Keith Emerson, na fase do "Pictures at Exibition". "I Will Go" e "Made Alive Again / Wind My Back" encerram o cd.

Como falei é um grande cd, mas não é um álbum de progressivo puro, pode-se encontrar várias referências que podem desagradar os puristas do estilo, mas por outro lado mostra a versatilidade da banda. É algo que o Yes, Marillion, IQ e outras bandas progressivas exploram muito bem que é aquela música que parece pop, mas que tem uma bateria sempre em um contratempo esquisitíssimo, um solo que "parece fácil", mas não é e umas viradas quebradas onde em 5 segundos ele exploram mais recursos que em toda a discografia das bandas Pop convencionais.

Se você se considera um fã de progressivo xiita, pode se decepcionar com algumas músicas, mas se você é simplesmente fã da banda ou apreciador de música de bom gosto, vale a pena conferir a história do albino Snow, enquanto torcemos para que a banda se recupere rapidamente da saída de Morse (ou esperar que Jesus dê uma telefonadinha pra ele pedindo para ele voltar pra banda).




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Spocks Beard"


Mike Portnoy: os dez melhores discos de rock progressivoMike Portnoy
Os dez melhores discos de rock progressivo


Woodstock: som ruim, gente demais e cheiro de fezes e urinaWoodstock
Som ruim, gente demais e cheiro de fezes e urina

G.G. Allin: o extremo dos extremosG.G. Allin
O extremo dos extremos

Iron Maiden: Steve Harris pensou em acabar com a banda em 1993Iron Maiden
Steve Harris pensou em acabar com a banda em 1993

Metallica: a lista de exigências da banda em 1983Metallica
A lista de exigências da banda em 1983

Corey Taylor: não comprem a playboy da Lindsay LohanCorey Taylor
"não comprem a playboy da Lindsay Lohan"

Valentina Francisco: os garotos da Greta Van Fleet com certeza aprovariam!Valentina Francisco
Os garotos da Greta Van Fleet com certeza aprovariam!

Paramore: o que acontece quando você ouve uma música a 33rpm?Paramore
O que acontece quando você ouve uma música a 33rpm?


Sobre Guilherme Vignini

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

adClio336|adClio336