Resenha - Novembrine Waltz - Novembre
Por Thiago Sarkis
Postado em 28 de setembro de 2002
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quando o Novembre assinou contrato com a Century Media em 1998, certamente seus apreciadores respiraram aliviados, pois o talento demonstrado nos dois primeiros álbuns, "Wish I Could Dream Again..." (1995) e "Arte Novecento" (1997), seria finalmente reconhecido e teria espaço para ir além de seu início já marcante.

Os anos posteriores confirmaram a expectativa e o grupo evoluiu seguindo numa rota interessantíssima, ao trabalhar suas raízes death – da época em que ainda se chamava Catacomb - com atmosferas, climas belíssimos, e um direcionamento totalmente gótico / doom, repleto de influências clássicas.
"Novembrine Waltz" é superior ao já satisfatório "Classica" (2000) e apresenta-nos uma banda mais madura. Carmelo Orlando tem atuação fantástica nos vocais, tanto guturais, quanto limpos, soberbos, sejam eles expressos por sussurros, vocalizações fúnebres ou até mais populares, lembrando a obscura e magnífica dupla Staley / Cantrell, além de Anathema e Paradise Lost.
O grande lance do disco está nas transições e variantes, levadas com categoria tamanha que se tornam quase imperceptíveis. São toques sutis de musicalidade exacerbada, que fazem "Lago dos Cisnes" de Tchaikovisky e "Va Pensiero" de Verdi soarem, de fato, como passagens integrantes de "Distances" e "Conservatory Resonance", respectivamente, sem lacunas nas trajetórias para se chegar até elas.
A versão para "Cloudbusting" de Kate Bush, com a participação de Ann-Mari Evardsen (ex-The 3rd And The Mortal) também chama atenção, apesar de destoar em relação às oito faixas restantes.
As intervenções semi ou completamente acústicas são admiráveis, como "Child Of The Twilight" e outras composições nos provam. Da mesma forma, a lida nos teclados. Em compensação, alguns timbres de guitarra elétrica desagradam, trazendo a genealogia dos irmãos Orlando a tona, porém, claramente descontextualizados dentro daquilo que é o Novembre hoje.
Os italianos se saíram bem e prosseguem deixando memoráveis momentos de boa escuta. Todavia, se tornam mais atraentes quando vistos sob a perspectiva de uma ponte acessível e agradável de se chegar e compreender conjuntos no patamar de Opeth & cia.
Line-Up:
Carmelo Orlando (Guitarras – Vocais – Teclados)
Demian Cristiani (Baixo)
Giuseppe Orlando (Bateria – Backing Vocals)
Material cedido por:
Century Media Records – http://www.centurymedia.com.br
Telefone: (0xx11) 3097-8117
Fax: (0xx11) 3816-1195
Email: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
Alter Bridge, um novo recomeço
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
Bangers Open Air anuncia 5 atrações para Pré-Party exclusiva em abril de 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Os três gigantes do rock que Eddie Van Halen nunca ouviu; preferia "o som do motor" do carro
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
Roger Waters dobra a aposta após falar de Ozzy; "não gosto de quem morde cabeça de morcego"
Kreator divulga clipe de "Krushers of the World", faixa-título de seu novo disco
O critério do Angra para substituir Andre Matos por Edu Falaschi, segundo Rafael Bittencourt
Jack Bruce: "Foda-se o Led Zeppelin, eles são um lixo!"
Slash: Ele se desculpou em carta à namorada por sua obsessão pela guitarra
O comportamento do Måneskin que fazia sentido na época do Nirvana e hoje não mais


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?
Iron Maiden: O Sétimo Filho do Sétimo Filho



