Resenha - Graceland - Lastpain
Por Fernanda Zorzetto
Postado em 12 de agosto de 2002
Criada em meados de 2000 em Barueri/SP, a proposta da banda é fazer um som novo, longe dos rótulos, a partir das diversas influências dos músicos Nicolas Graves (vocal), Alex N (teclado e samplers), Jorge Monteiro (bateria e percussão), Marcelo Rocha (baixo) e Edu alves e Roger Marx (guitarras).

No lançamento do trabalho de estréia, o álbum "Graceland", a banda conseguiu criar o que chamaram de uma "atmosfera dark", e uma qualidade de gravação excelente.
A própria banda diz que quem ouve "Graceland" nota duas caracteristicas principais. A primeira é que as composições não seguem uma linha; existem músicas mais pesadas em meio a outras melancólicas. A outra é que tudo é bem "temperado pelo eletrônico".
Efeitos eletrônicos estão presentes todo o tempo, em todas as faixas. A guitarra arrastada algumas vezes se alterna com bases simples e um pouco mais rápidas em outras. O mesmo acontece com os vocais. Em algumas faixas existem melodias mais lentas e de riffs muito pouco originais com coro e muitos efeitos, em outras, o vocal é mais agressivo e as bases se aceleram um pouco, mas não existe nenhuma virada de bateria, solo de algum instrumento ou riff muito trabalhado ou que se destaque.
Da mesma maneira, proposital ou não, os vocais de Nicolas Graves desafinam em algumas passagens, principalmente na faixa "Bye" e na lenta "Miss 0"; músicas que têm menos efeitos na voz já que na grande maioria do tempo o vocal tem algum tipo de distorção eletrônica.
A faixa-título começa com uma base de piano e depois de alguns minutos se torna bem pop, com bateria sintetizada e tudo.
O álbum "Graceland" está longe de ser totalmente "não-rotulável", mas para quem gosta do som rock com muito eletrônico, no estilo Korn ou um pouco mais leve, que têm sido feito de uns anos pra cá, vale a pena conhecer, principalmente por ser um expoente nacional da tendência.
O destaque vai para a faixa "Metropolis", de boa cadência e que lembra um pouco o som new wave dos anos 80.
Faixas:
01. Rabies
02. Catatonia
03. Metropolis
04. Trigger Effect
05. Pathway Back
06. Metallicblood
07. Shell
08. Bye
09. Acid Rain
10. Miss 0
11. Egofreak
12. Graceland
Contatos:
Al. Munique, 171 – Alphaville Zero
Barueri/SP – CEP 06475-250
[email protected]
http://www.lastpain.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Steve Harris defende "The X Factor" e reforça o peso emocional do álbum
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
Cinco obras-primas do Metal mundial, de acordo com Regis Tadeu
As duas bandas pesadas com mentalidade vencedora, segundo Arnold Schwarzenegger
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Scott Ian tinha plano improvável caso o Anthrax não vingasse
O motivo do desentendimento de Silas Fernandes com Andreas Kisser, segundo Silas
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
O disco do Motörhead que Max Cavalera acha extremamente subestimado
Coincidências: Imagens usadas por grandes bandas em outras capas?
O vocalista que teve a chance de entrar no Iron Maiden, mas deixou o bonde passar
Os diferentes motivos que levaram membros dos Titãs a abandonar mundo das drogas

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



