Resenha - Crucible - Halford
Por Rafael Carnovale
Postado em 18 de julho de 2002
Nota: 10 ![]()
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O(a) Deus(a) do metal realmente resolveu jogar pesado desta vez. É, meus caros, Rob Halford não está de brincadeira. Após um cd matador, "Ressurrection", e de um ao vivo igualmente poderoso, o mesmo retorna com seu segundo cd solo após sua "volta" ao metal. "Crucible" é antes de tudo um cd de heavy metal pesado. Agressivo como o Judas jamais foi, intenso e forte como o Fight nunca conseguiu ser. É claro que jamais poderemos comparar os cd’s solo de Rob ao que ele fez no Judas Priest, mas que estamos diante do melhor cd solo do distinto, isso é inegável. Parece que o inssosso Two, que marcou a maior mancada da carreira de Rob, aliado ao fato do mesmo assumir sua homossexualidade, lhe abriu os horizontes e o fez voltar ao estilo que o consagrou e do qual nunca deveria ter saído: O heavy metal.

Contribuem para tal fato o gogó do senhor que está em plena forma, como a faixa de abertura, "Crucible", com seu andamento cadenciado e uma mudança de ritmo massacrante no meio da música pode mostrar. Rob também estabilizou um line-up muito bom e entrosado, que lhe permite produzir pedradas como "One Will" (lembra muito o Fight) e "Beatrayal" (quem não associar a introdução de bateria a uma música clássica do Judas realmente nunca ouviu heavy metal), com um show vocal à parte do Sr Halford. Aliás, como o cara está cantando. Nem no "Ressurrection" Rob atingiu tons tão altos.
O cd segue com uma mescla de Judas Priest fase "Painkiller" e Fight, sendo extremamente agressivo e cativante. Músicas como "Handing Out Bullets", "Wrath of God" e "Weaving Sorrow" impressionam pela velocidade, pelos riffs de guitarra e perfeita integração entre baixo e bateria. É speed metal de primeira, quase um thrash. Rob não economizou no peso desta vez, dando um show nos vocais, colocando em cada música a entonação certa, sem exageros, e exagerando quando necessário, como na "Handing out Bullets", aonde os backings de Mike Chlasciack, extremamente guturais, se contrapõem ao vocal afinadíssimo de Rob, criando um resultado extraordinário.
Já para quem gosta de sons mais cadenciados, Rob nos presenteia com pérolas como "Hearts of Darkness" (com os riffs cavalgantes que lembram o bom Iron Maiden), a pesadona "Heretic", aonde o batera Bobby Jarzombek mostra todo seu potencial e a mais pesada de todas, "Golgotha", que deixa todo o peso do cd "Jugulator" do Judas no chinelo, além do fato de Rob dosar muito bem o vocal nessa música, aproveitando seu lado mais "melódico".
Destaques? Todas as faixas, mas como curiosidade vale conferir as baladas "Crystal" (uma baladona pesada, muito legal, será perfeita ao vivo), e "Trail of Tears" (outra baladona pesada, aonde a banda deixa vazar todo seu lado melódico).
Em resumo: um cd matador, que mostra que Rob ainda tem lenha pra queimar e que merece o título de Deus(a) do metal. Long Live to the King (Queen).
Só por curiosidade, a versão japonesa do cd, que é a que está sendo criticada, vem com duas faixas a mais: a cadenciada e rockeira "Rock the World Forever" (com um clima pra cima, contagiante, pena que estas faixas não são tocadas ao vivo) e a baladinha melosa "In the Morning", com dois minutos de duração. Uma versão do cd,lançada na Europa, vem com outras duas faixas, o que dificulta demais o fã que quer ter todo o material. Tomara que a versão nacional traga algo que compense esse fato.
Obs: a brincadeira sobre o lado feminino do cara não é para ser levada a sério.O que vale é a música, que está perfeita!! ;)
Formação:
Rob Halford – Vocais
Pat Lachman – Guitarras
Mike Chlasciak – Guitarras
Bobby Jarzombek – Bateria
Ray Riendeau – Baixo
Lançado pela Metal-Is (Sanctuary) Records.
Lançamento Japonês pela Victor Inc.
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