Resenha - Crucible - Halford
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 16 de agosto de 2003
Nota: 8 ![]()
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Depois de, finalmente, voltar ao metal com o álbum "Resurrection", de soltar o duplo ao vivo "Live Insurrection" (em que houve a horrível idéia de misturar com o CD ao vivo, algumas faixas de estúdio), em 2002 lançou o que seria o segundo álbum de sua nova carreira, "Crucible". Este segundo álbum pegou alguns fãs de surpresa, os que esperavam ver uma parte dois de "Resurrection", isto porque "Crucible" é um pouco diferente, com uma sonoridade bem mais moderna, e menos oitentista.
Rob Halford (vocal), Pat Lachman (guitarra), Mike Chlasciak (guitarra), Ray Riendeau (baixo) e Bobby Jarzombek (bateria) podem até ter assustado alguns fãs da banda, aqueles que pensaram que a "sonoridade moderna" resultaria em um novo disco do Ten, aquele horrível projeto new metal do Halford. Mas no fim das contas, "Crucible" foi para um lado bem oposto, sonoridade moderna sim, mas ainda heavy metal tradicional. Sob a produção de Roy Z, lançado pela Meta-Is lá fora, e pela Globo/Jive aqui no Brasil, "Crucible" irá impressionar todos com músicas bem pesadas, vocais mais graves de Halford em músicas mais curtas e diretas.
Após a curta introdução "Park Manor", o disco segue com a faixa título, que prova toda as diferenças por parte da sonoridade moderna e ainda pelo jeito diferenciado de cantar do Metal God, nem um pouco comparado ao seu tempo de "Painkiller". "One Will" segue, com um refrão bem diferente do habitual da carreira do Halford, com direito a coro; já "Betrayal" é um perfeito exemplo que ainda restam algumas influências oitentistas na carreira solo de Rob Halford, inclusive, com direito a bastante peso. A dupla seguinte, "Handing out Bullets" e "Hearts of Darkness" são para mim as duas melhores músicas o CD, ambas com muito peso nos riffs, algo que eu sinceramente não contava em ouvir em "Crucible". Para dar uma amenizada no clima há a "quase-balada" "Crystal", mais uma faixa bem moderna intitulada "Heretic", assim como "Golgotha". Voltando novamente para mais peso, "Wrath of God" é outro exemplo de ótima faixa presente no material. Para fechar de vez o álbum, "Crucible" conta com algumas outras faixas com linhas de guitarras mais modernas, que ora apresenta umas linhas mais cadenciadas passando facilmente para o peso, eis elas: "Weaving Sorrow", "Sun" e "Trail of Tears".
Eu não sou grande fã de uma sonoridade moderna se a banda não investir em algo realmente de peso, como o Soilwork (por exemplo) faz, banda que sempre é citada como uma grata surpresa por Halford. Agora com o confirmado retorno ao Judas Priest, só espero que o Metal God possa continuar com a sua carreira solo, soltando este tipo de material, que tem toda a cara ser o oposto do que será feito a partir de agora no "novo" Judas.
Site oficial: www.robhalford.com
Line-up:
Rob Halford (vocal);
Pat Lachman (guitarra);
Mike Chlasciak (guitarra);
Ray Riendeau (baixo).
Bobby Jarzombek (bateria).
Track-list:
01. Park Manor
02. Crucible
03. One Will
04. Betrayal
05. Handing out Bullets
06. Hearts of Darkness
07. Crystal
08. Heretic
09. Golgotha
10. Wrath of God
11. Weaving Sorrow
12. Sun
13. Trail of Tears
Tempo total: 47:05
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