Resenha - Revolver - Haunted
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 06 de janeiro de 2005
Logo após a dissolução do grande At The Gates, que foi um dos precursores do death metal melódico, os irmãos Anders Bjöler (guitarra) e Jonas Bjöler (baixo) deram início ao The Haunted, cuja sonoridade é bem mais voltada ao thrash, porém mais moderno, encorpado e de uma agressividade espantosa, além de alguns bons cuidados com as melodias. Desde então a banda vem lançando excelentes trabalhos e excursionando por todo o globo.

Agora, com seu quarto disco, The Haunted marca o retorno do vocalista Peter Dolving, que cantou no seu primeiro e auto-intitulado trabalho de 98. Peter tem um ótimo desempenho vocal e trabalha muito bem com as variações de sua voz, sendo que em muitos momentos se torna a presença dominante no conjunto.
"rEVOLVEr" é bem mais direto que seu antecessor, as estruturas das canções são uma verdadeira aula de riffs pesadíssimos, cortesia da dupla de guitarristas Anders Bjöler e Jensen. O baixista Jonas Bjöler e o baterista Per Jensen formam uma cozinha cuja coesão é perfeita, tudo em seu devido lugar, culminando em faixas bem cadenciadas, mesmo quando a velocidade predomina.
E em meio a tanta violência sonora, "rEVOLVEr" ainda consegue se permitir em ter várias canções diferentes entre si, como "Burnt To A Shell", cantadas em alguns momentos com vocais mais limpos, "Abysmal", com seu começo mais lento, mas que na seqüência vem fazer tremer as caixas de som. "All Agains All" é cheia de melodias e mesmo assim não fica descaracterizada em relação ao resto do álbum. Há ainda a participação especial de Lou Keller (Sick It All) cantando na faixa "Who Will Decide". E fechando o disco, a estranha "My Shadows", onde a voz de Peter fica praticamente irreconhecível numa música perturbadora.
Finalizando, muito bem sacado o nome do disco, a palavra "evolua" (evolve) mesclada com revólver, onde podemos ter várias interpretações sobre a escalada humana neste planeta. The Haunted conseguiu fazer um disco praticamente irrepreensível e empolgante, e com certeza isso vai consolidar ainda mais todo o respeito que a banda vem adquirindo desde a década passada, sendo que posso até mesmo afirmar que estão se tornando uma referência no estilo pesado e agressivo que se propõem a executar com tanta maestria.
THE HAUNTED – rEVOLVEr
(2004 - /Century Media)
01. No Compromisse
02. 99
03. Abysmal
04. Sabotage
05. All Against All
06. Sweet Relief
07. Burnt To A Shell
08. Who Will Decide
09. Nothing Right
10. Liquid Burns
11. Fire Alive
12. Smut king
13. My Shadow
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
O disco do Black Sabbath que todas as faixas são "mágicas", segundo Rob Halford
Os acertos e os erros que o Iron Maiden levou a Curitiba na turnê de 50 anos
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
O momento em que Tony Iommi percebeu que Ozzy Osbourne tinha que sair do Black Sabbath
Nicko McBrain expõe o clima do Iron Maiden no show de adeus de Bruce Dickinson
Judas Priest e Pantera farão turnê juntos na América Latina, segundo Summa Inferno
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
A melhor música do Iron Maiden de todos os tempos, segundo Nicko McBrain
Vocalista do Stone Temple Pilots e baterista do Evanescence trabalham em projeto
Scott Ian considera AC/DC com Bon Scott "a melhor banda de todos os tempos"
Deep Purple suspende restante da tour europeia após Ian Gillan ser hospitalizado
O hit dos Beatles em que Paul McCartney admitiu ter copiado estilo de Eric Clapton
Kerry King revela o motivo pelo qual Tom Araya quis aposentar o Slayer tão cedo
A melhor banda de todos os tempos, de acordo com Joey Ramone; "Não existe ninguém tão bom"

Legião Urbana: O discurso de tristeza e morte no álbum A Tempestade



